sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Se eu pudesse

Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pela vida afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para
que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
(Gandhi)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" aonde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Aonde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
(Arnaldo Jabor)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Aprendendo a perdoar a si mesmo




Algumas pessoas prejudicam outras e pedem perdão, que pode ser aceito ou não; mas há algumas atitudes em que o único prejudicado é você mesmo. Se você vive apontando seu dedo indicador constantemente para seu próprio nariz, cuidado!

A culpa varia de acordo com crenças e valores que cada um traz consigo desde a infância, e que muitas vezes não corresponde mais aos valores e crenças atuais. Culpa, remorso, arrependimento, são inimigos constantes de algumas pessoas e traz junto a humilhação, vergonha, o medo e a maior conseqüência: a autopunição.

Perdoar a si mesmo talvez seja um dos maiores desafios, pois está relacionado com a capacidade - e leia-se também dificuldade - que cada um tem de se amar e se aceitar. As pessoas não se amam por acreditarem terem feito algo muito terrível, às vezes isso até corresponde à verdade, mas muitas vezes não.

Algumas chegam ao máximo de se culparem por terem nascido e sentem-se como um grande fardo. Para compensarem essa rejeição sentida em algum momento de sua vida, passam a vida tentando mostrar aos outros o quanto são úteis, importantes, como que para provarem para si próprias que são merecedoras da vida.

Procure observar se busca aprovação e reconhecimento de pais, amigos, das pessoas em geral, se está sempre à disposição de todos, cedendo em quase tudo, pela necessidade inconsciente de agradar, ser aceito, mas que muitas vezes confunde-se com a desculpa de querer ajudar e que na verdade oculta a busca pelo amor e atenção.

Por exemplo, as pessoas por não se sentirem amadas quando crianças e não acreditarem em si mesmas passam a ignorar os próprios sentimentos e recorrem à fuga pela comida, como forma de compensação e obtenção do prazer. Com isso, se culpam e como punição, engordam.

Não conseguindo eliminar alguns quilos, mais culpas e assim, desviam o foco da origem de tudo para a comida. O foco passa a ser emagrecer e não o que as levou a engordar. Negam a si mesmas a subnutrição emocional que sentem e que pode levá-las a sentimentos de vazio e fome.

A comida passa a representar uma maneira de alimentar e preencher um vazio emocional. Ou seja, inconscientemente desviam a atenção dos problemas para a necessidade de emagrecer, os problemas continuam ou aumentam por não serem resolvidos e acabam consumindo mais calorias do que o corpo necessita, engordam, culpam-se, punem-se, criando-se assim, um círculo vicioso.

O perdão oferece saída para esse círculo vicioso, como uma escolha consciente de mudança. Será que a verdadeira causa está sendo considerada? Do contrário, tudo tende a piorar. Será que essa fome, esse vazio, não seria a necessidade, também inconsciente, de amor? É preciso perceber que a comida não será transformada em afeto, amor, mas apenas em gordura quando consumida de forma descontrolada. Por que não buscar outras fontes de prazer?

Uma maneira de cultivar a culpa é estar sempre exigindo perfeição de si mesmo. A anorexia e bulimia são exemplos disso. Nunca há satisfação consigo mesmo, gerando culpa, insatisfação e uma enorme dificuldade de se perdoar. Tudo que faz poderia ser melhor. Não importa o que faça ou conquiste. Ou o pior, não importa quem se é, parece que nunca é o bastante.

Para se livrar disso tudo faça uma lista de tudo aquilo que você se culpa, daquilo que fez e não fez. Seja honesto consigo mesmo. Depois, pense sobre as motivações que o fizeram fazer certas escolhas, agir de determinada forma e, ao invés de se culpar, punir ou se castigar, comece a lembrar que muitas escolhas foram feitas porque era o melhor que se podia fazer naquele momento e que na verdade, tudo foi avaliado com valores da época e que nem sempre serão os mesmos neste momento. Nunca julgue situações passadas com valores do presente.

Para perdoar-se é preciso rever todas suas crenças, valores, que muitos esquecem que com o tempo podem, e devem, se modificar. Analisar o que fez ou deixou de fazer para poder mudar e crescer é válido, como sentir remorso pela dor que pode ter causado a alguém e pedir perdão. Mas se esse remorso começar a dominar sua vida, estará alimentado seu papel de vítima e a autopiedade. Livre-se disso. Você deve aprender e crescer com a experiência passada e isso não quer dizer se punir eternamente por algo já feito.

Perdoar a si mesmo exige uma completa honestidade e integridade para que se alcance a cura de tantos males, de tanta falta de amor-próprio. É um processo de reconhecer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que fez, aprender com a experiência, reconhecer os sentimentos que motivaram determinados comportamentos, abrir seu coração para si mesmo, ouvir seus medos, curar certas feridas e isso você pode conseguir sendo amoroso e responsável consigo mesmo.

Você pode e deve se livrar de certos padrões de pensamentos e sentimentos. Mude o que não acredita mais, livre-se de tudo que te faz mal, cure a ferida que mais lhe dói, cure sua vida emocional. A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo. O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos. E está nas mãos de cada um de nós. E você pode começar com você mesmo!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Aprenda a amar



Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?Queremos cuidar de todos, quando não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos. Porque quando não recebemos amor e atenção de nossos genitores da forma que desejávamos quando crianças, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação.

Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor, e quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também, nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E quando não somos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade.

Assim, passamos a buscar amor sempre no outro e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nos amar. Em alguns momentos perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança. Por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas nunca é tarde para começar.

Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e alimento, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?

É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo?

Muitas vezes isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas reais necessidades emocionais e, com o tempo, você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito. Porque até neste momento a imagem refletida é invertida.

Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado. Ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.

Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá ser realmente amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.

Agora fique com as mãos livres e faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e, principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você, mais do que ninguém passará a valorizar e a celebrar cada uma delas.

Não espere mais que o "outro" venha te salvar, venha te aprovar e reconhecer tudo de bom que faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém muito especial e que o ame muito. Do contrário, guarde tudo só para você.

Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz. Só assim você encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida neste momento presente! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor. Primeiro por você, depois contagie aqueles que ama.

O Amor Não Nasce Pronto

Mas para que um amor de fato possa começar, é preciso que outro acabe. E, sem a esperança num amor novo, somos incapazes de enterrar um amor falido

Nesse ponto, sempre evoco Hanif Kureishi, escritor inglês de origem paquistanesa muito perspicaz
nas agruras dos que tentam incansavelmente atingir um relacionamento que seja a um só tempo companheiro, respeitoso, repleto de afinidades e desejo, e, se possível, de poesia, e sempre me impressiono com suas palavras. Todos os seus romances trazem à tona a questão da dificuldade em se estabelecer o diálogo verdadeiramente amoroso, em conquistar a intimidade entre o casal, e ainda assim manter a integridade, a admiração e o interesse um pelo outro, sem que a beleza se esvaia na descida até


os ínferos da jornada conjugal.

E Kureishi, na voz de Jay, personagem do romance
“Intimidade”, escreveu: “Tento me convencer
de que abandonar uma pessoa não é a pior coisa
que se pode fazer a alguém. Talvez seja melancólico,
mas não precisa ser trágico. Se a gente nunca
deixa para trás nada nem ninguém, não sobra lugar
para o novo. Naturalmente, avançar é uma infidelidade
– para com os outros, o passado, as antigas
idéias que cada um faz de si. Continuar seria uma
atitude otimista, esperançosa, que garantiria a
crença no futuro – uma declaração de que as coisas
podem ser melhores, e não apenas diferentes”.
Em nome dessa crença, já abandonei um grande
amor. E mais outro depois dele. Porque achei que
as coisas poderiam ser melhores, e não apenas diferentes.

Era bom, mas algo secretamente gritava em
mim reivindicando o apogeu, suplicando o ápice que
jamais fora atingido, e que mesmo nunca tendo sido
experimentado, organicamente sabia ser capaz.
Em nome dessa crença, amigas desfizeram casamentos.
Muitos deles pareciam tão felizes, tão “perfeitos”.

Em nome dessa crença, se lançaram à solidão
e ao absoluto abandono. Porque mulheres são
assim, viram a página e colam, para depois escrever
outra. Não gostam de ir emendando suas histórias
feito tiras de gibi, banalizadas e sem intervalo.
Mas intimidade custa muito caro quando começa
com a paixão. Porque paixão é um troço perigoso.
Vem feito torrente de emoções, descontrolada,
desprogramada, sem ajustes. Se equaliza com
o tempo, mas há que haver tempo para tanto. É
tanto acúmulo de desejo e sentimento e de vontade
e fantasia e de saudade e desespero que quando
sai, sai vomitado, explodido, às vezes lindo, às vezes
feito coice de cavalo. E quando a gente vê, de um
desejo alucinado, resultou a estupidez.

De uma vontade tão enorme de estar junto, e de um medo tão
grande de ouvir “não”, acabou se antecipando, e
foi agressivo antes do tempo, antes até que o “não”
viesse (sem saber se ele viria, só por precaução, só
pra não sofrer, meu Deus, que é isso?), e fica tão
estupefato com essa falta de controle que chega a
perder a fala e não sabe como se desculpar.

Brasileiros não estão consumindo vitaminas e minerais como deveriam

Você ingere todas as vitaminas e minerais necessários para o seu organismo diariamente? Sabe a quantidade de cálcio, magnésio e vitamina A que deve estar no seu prato? Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, há uma enorme deficiência no consumo de vitaminas e minerais pela população brasileira. Só pra você ter uma idéia, 88% das pessoas ouvidas pela pesquisa estão consumindo Vitamina C abaixo do recomendado. Tomate, laranja e acerola provavelmente passam bem longe da cozinha destes consumidores.

A deficiência de cálcio na alimentação também é alarmante: 90% dos brasileiros não o consomem como deveriam. 80% também não está se preocupando com o magnésio e 50% ingere menos vitamina A do que o que seria ideal. O perfil do brasileiro à mesa é alarmante e preocupa os especialistas no assunto.

Provavelmente quem não está inserindo o cálcio na alimentação nem imagina o quanto ele é importante para a saúde A função primordial do cálcio é a formação e manutenção de ossos e dentes. Ele também tem participação na coagulação sanguínea, na contração e relaxamento muscular e na transmissão nervosa e regulação do batimento cardíaco. Se 90% dos brasileiros estão ingerindo cálcio abaixo do valor recomendado, eles devem ficar atentos às doenças recorrentes da falta de cálcio no organismo. Osteoporose e raquitismo, por exemplo.

O magnésio, que também não está sendo consumido como deveria por 80% dos brasileiros, é fundamental na alimentação.
Além de ser colaborador do Cálcio, ele está também envolvido na regulação dos níveis de serotonina, participa da produção de energia, da contração muscular, da manutenção da função cardíaca normal e da transmissão dos impulsos nervosos.

Se você está dentro destas estatísticas, veja em quais alimentos encontrar boas fontes de cálcio e magnésio:

Fontes de cálcio: leite, queijo, iogurte, peixes, vegetais de folha verde escura, como espinafre, agrião, rúcula, brócolis, couve, etc.

Fontes de Magnésio: tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia, arroz integral.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Criando a própria vida

Criamos continuamente possibilidades em torno de nós, más nos surpreendemos quando elas acontecem.
Vigie bem suas idéias e observe como elas criam suas vidas. Se alguém pensa que é um fracasso, que não vai fazer nada na vida.

Realmente, essa pessoa não irá fazer nada porque sua idéia está criando essa realidade!
Quanto mais ela achar que não,
Cria-se um círculo vicioso!
Quem pensa que vai ter sucesso, é bem-sucedido.

Experimente e você ficará admirado; algumas vezes, nem vai acreditar.
Se um homem pensa que jamais encontrará um amigo, ele não encontrará.
Ergueu em torno de si a muralha da China. Não está disponível e pronto! Ele precisa provar que sua idéia está certa e... Mesmo que alguém se aproxime com grande cordialidade, será rejeitado porque ele precisa provar sua idéia; está muito comprometido com ela!
E pouco a pouco todos se tornarão seus inimigos.
Por isso, observe bem o que pensa e o que deseja... Observe a sua mente.
Você está constantemente criando o que vai colher da sua vida... Quer chova ou faça sol.
Se é assim, melhor que faça sol, não é mesmo?
(Texto retirado do livro: Vá com Calma, de Osho)

Algumas dicas que podem te ajudar a identificar ou lidar com sua raiva

- Quando estiver com raiva, procure escrever tudo que estiver sentindo, mas tome cuidado para que não seja lido por alguém que você não queira. Depois se quiser, rasgue e jogue fora.
- Pode também falar tudo que sente em voz alta, como se estivesse falando com a pessoa na sua frente. Ou pode deitar, relaxar e fazer o mesmo mentalmente.
- Feche as janelas de sua casa ou do seu carro e dê um sonoro grito.
- Eleve sua auto-estima e autoconfiança respeitando mais seus limites e fazendo todos os dias algo por você.

Tudo isso são paliativos, o melhor mesmo é identificar seus sentimentos. Para isso, você poderá ainda fazer o seguinte exercício:

Quando perceber que vai ter um ataque de compulsão alimentar, desencadeado por irritação, frustração, humilhação, raiva, procure deixar para comer cinco minutos mais tarde ou, se já estiver comendo, pare e reflita. Se quiser, ainda, escreva as respostas:

- O que estou pensando e sentindo?
- O que exatamente me deixou com raiva nessa situação?
- O que eu gostaria de fazer?
- Quem é responsável pelo quê?
- Como eu poderia ter agido em determinada situação?
- O que eu realmente gostaria de mudar?
- Recebo afeto e atenção e temo que, se mudar meu jeito, impor limites, falar não, vão deixar de gostar de mim?
- Preciso de aprovação e reconhecimento constantes das pessoas por que na verdade não confio em mim?

As respostas não são tão simples, mas, com certeza, estão dentro de você e exigem muita reflexão e o desejo interno de querer mudar.

Você engole sua raiva?


A maneira como nos tratamos muitas vezes tem raízes, e como tais, podem ser muito mais profundas do que sequer imaginamos.


As razões podem ser muitas e se não forem por disfunções orgânicas, hormonais, ou sejam, se não forem encontradas causas orgânicas, podem ser emocionais. Você já deve ter se perguntado infinitas vezes qual o motivo para comer em excesso, o por quê da falta de controle.

Mas, diante de tantas respostas ficou sem nenhuma, pois não consegue mudar, não é mesmo? Sabemos que temos em nossa mente conteúdos conscientes e inconscientes, e este último é responsável por 95% das nossas ações. Assim sendo, não há como ignorar o quanto somos


influenciados por aspectos que nem temos consciência.

Para buscar a origem de qualquer dificuldade, entre elas a da compulsão alimentar, o mais indicado é fazer uma psicoterapia. Mas é possível também a própria pessoa buscar as razões de seus comportamentos, desde que, é claro, esteja disposta a encontrar. Para se tornar consciente do que até então é inconsciente é preciso muita reflexão e uma busca pela verdade.

“É preciso entender que o problema está no sentimento que está tentando reprimir ao comer.”
O conflito sempre surge quando sentimos e fazemos de conta que não estamos sentindo nada, isso em relação a qualquer sentimento, mas em especial com os negativos. Quando negamos e reprimimos algum sentimento é porque nem sempre sabemos como lidar com determinado sentimento, apesar dele continuar dentro de nós.

Assim, surgem os comportamentos que não temos controle, porque quem está no comando é o inconsciente. Por isso muitas pessoas reagem às emoções comendo em excesso e dizem não saber por que se comportam desse modo.

Dentre vários motivos para comer compulsivamente está a raiva, a qual pode ser provocada por diversos fatores como: vergonha, decepção, frustração, desprezo, humilhação. Quem nunca ouviu uma piadinha ou uma crítica pelo excesso de peso e não pode ou não conseguiu responder?

E a dificuldade em comprar uma roupa bonita de acordo com seu peso, quando as que têm em casa não servem mais? Não é para sentir raiva? E as críticas e as cobranças da família, do marido? Claro que sente raiva. E todo aquele sacrifício para eliminar algumas gramas e, ao contar toda feliz você ouve: “mas só isso?”.

Como não sentir raiva quando somos humilhadas, desrespeitadas? Mas, como somos ensinadas que não devemos sentí-la. Ou pior ainda, demonstrá-la, então a engolimos e reprimimos para os outros e, principalmente, para nós mesmas.

Sempre que existir o sentimento de impotência, real ou imaginário, para mudar uma situação da qual não consegue se defender nem sair dela é natural sentir raiva. Para conseguir lidar com toda essa situação, engole a raiva comendo. Ao comer mais e mais, passa a se recriminar pela conseqüência: aumento de peso.
“Você é do tipo que engole a raiva comendo?”

Com isso, sente culpa, mas a culpa na verdade não é por comer, mas sim pela raiva que sentiu, negou e também, por ter se permitido passar por alguma situação que a machucou. E o que passa a incomodar não é mais o que fizeram, nem a raiva sentida. Ao ser reprimida, foi tirada da consciência, ficando assim guardada no inconsciente, o que agora aparece como verdadeiro problema é o aumento do peso.

Algumas pessoas também podem somatizar e tornar físico, desenvolvendo gastrite, úlcera, fortes dores no estômago, tudo em conseqüência da raiva e dos demais sentimentos que foram reprimidos.

Outro problema muito comum e gerador de raiva é não saber impor limites, ter dificuldade em dizer a palavrinha mágica: “não!”. Pessoas que procuram se mostrar sempre dóceis, simpáticas, sempre disponíveis para os outros, por dentro podem estar remoendo sua raiva por terem feito coisas que não queriam ter feito.

Reprimir a raiva é um modo de se proteger de algo que gostaríamos de evitar. Mas, enquanto a raiva for reprimida e não se buscar a origem, o conflito interno permanece. É preciso entender que o problema não está na compulsão alimentar e, em conseqüência, no excesso de peso, mas sim em qual sentimento está tentando reprimir ao comer.

O que pode estar por trás de tudo isso? Uma enorme necessidade de ser aceita, receber carinho, admiração, reconhecimento, aprovação. Isso se dá porque, em geral, as pessoas não se amam e não acreditam em si mesmas, precisando mostrar o quanto podem ser úteis e, assim, aceitam fazer tudo, ainda que vá contra a vontade delas, aceitam ouvir tudo sem se defenderem com o intuito, inconsciente, de receberem aprovação, reconhecimento, amor.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Por que devemos sair da zona de conforto?


"De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas"

Will Rogers

Por que você deve sair da sua zona de conforto? Por que, se lá é tão quentinho e aconchegante? Eu lhe darei três boas razões:

A primeira razão é que você será obrigado a sair um dia, por mais que resista. Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades. A incerteza é um fato da vida, a única coisa da qual podemos ter certeza.

Não temos que nos entregar a precipitações óbvias ou riscos derrotistas, mas podemos nos permitir correr riscos positivos em busca do crescimento e progresso.

Não podemos simplesmente optar


por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Algum dia em algum lugar, algo nos fará passar por um teste para o qual não estaremos preparados e que gostaríamos não ter de enfrentar.

Corra riscos. Não espere sempre por uma garantia. Não temos de ouvir: "-Eu não disse?". Depois de um erro, sacuda o pó e caminhe para o sucesso.

A segunda razão é que, como seres humanos, acredito que procuramos maneiras de nos refinar e melhorar. Temos, dentro de nós, a capacidade e o desejo poderoso de melhorar nosso protótipo. E só podemos fazer isso nos esforçando e testando.

Experimente. Tente algo novo. Dê mais um passo.

Temos estado presos há muito tempo. Temos nos segurado há muito tempo.

Quando crianças, muitos de nós foram reprimidos do direito de experimentar. Como adultos não é diferente; continuamos nos privando deste direito.

Agora, é hora de experimentar. Permita-se provar coisas novas. Deixe-se tentar por algo novo. Sim, você cometerá erros, mas a partir desses erros você conhecerá quais são seus valores.

Algumas coisas não apreciaremos. Isso é bom, pois saberemos um pouco mais sobre quem somos e o que não gostamos.

Outras coisas nós apreciaremos. Elas funcionarão com nossos valores, com quem somos e contribuirão com a descoberta de coisas importantes e enriquecedoras para nossa vida.

A terceira razão pelo qual você deve sair da sua zona de conforto é simplesmente que sua vida se tornará muito mais interessante. Sei que você não quer uma vida monótona, previsível. Se quisesse não estaria lendo este artigo.

Quem leva uma vida segura e previsível nunca saberá que pessoa extraordinária realmente é. Torne desafiadoras as circunstâncias de sua vida para que sua grandeza possa subir à superfície.

A DERROTA NÃO É AMARGA SE VOCÊ NÃO A ENGOLIR


“Alvo pequeno, e não o fracasso, é um crime.”
Percival Lowell
(matemático americano)


Todos nós já tivemos fracassos em alguma época da vida. De fato, quanto mais enfrentamos os riscos de uma nova experiência, de um novo conceito, maior é a probabilidade de fracassarmos, ao menos em curto prazo. Não é fácil ser bem sucedido quando experimentamos, pela primeira vez, algo novo e ambicioso e, se tivermos medo de fracassar, teremos medo de correr riscos. Se nunca arriscarmos algo novo, ficaremos estagnados. O crescimento requer uma disponibilidade de correr o risco do fracasso e da derrota. Se, quando bebês, tivéssemos medo de falhar, poucos de nós teriam aprendido a andar e a falar! Para aprender a andar tivemos que cair algumas vezes, arranhar os joelhos e machucar o rosto. Para ter sucesso — para nos tornarmos vitoriosos — devemos correr o risco do fracasso. Mas a lição importante é esta: o fracasso não é derrota, a não ser que você o permita.

A lição importante é esta: o fracasso não é derrota, a não ser que você o permita.
No processo de invenção da lâmpada elétrica, Thomas Edison tentou e falhou muitas vezes! Conta-se que alguém perguntou a Edison se ele, desanimado por todos os seus fracassos, não pensou em desistir. E ele respondeu: “Aqueles foram passos do caminho. Em cada tentativa, eu encontrava um modo de não criar a lâmpada elétrica. Eu estava sempre disposto a aprender, mesmo através dos meus erros”.

Em outras palavras, apesar de Edison nem sempre ter sido bem sucedido, ele nunca engoliu a derrota. Edison provou o fracasso muitas vezes, mas não o engoliu.

Engolir um fracasso é acreditar que, por ter fracassado, você é um fracasso. Há uma diferença crucial entre dizer “fracassei” e “sou um fracasso”. Quando um projeto não sai conforme o esperado, podemos dizer “falhei na minha tentativa”. Podemos até dizer, “eu poderia ter feito melhor do que fiz”. Mas, engolir uma derrota quer dizer “falhei, portanto sou um fracasso” ou “como não fiz direito, não sou capaz de fazer.” Engolir uma derrota é acreditar que somos os nossos acertos ou nossos fracassos.

Se engolirmos uma derrota, a partir daquele momento, a nossa habilidade para funcionar efetivamente fica comprometida. Todos os grandes líderes, todos os grandes atletas, todos os grandes exploradores, pensadores, inventores, empresários, cometeram erros, experimentaram fracassos. Entretanto, eles se tornaram grandes porque não se culparam pelas suas falhas, ao contrário, usaram os seus erros como lições para melhorar o seu desempenho.
Sabiam que o fracasso era apenas momentâneo e que não significava, necessariamente, uma derrota. Recusaram-se a engolir a amargura do fracasso e se empenharam na luta pela doçura do sucesso.

Grandes realizações são, freqüentemente, tentadas, mas raramente alcançadas. O que é interessante (e estimulante) é que os que alcançaram tais objetivos são normalmente aqueles que falharam muitas vezes antes.
Fracassos, como você vê, são só testes temporários que nos preparam para triunfos permanentes.

Aonde quer que você estiver hoje, escute-me! Ficar sentado aí, lambendo suas feridas, somente deixará um gosto amargo em sua boca. Suspiros, lágrimas e pensamentos de desistência são compreensíveis para o momento, mas indesculpáveis para o futuro. Levante-se e siga adiante! E se você estiver procurando uma garantia absoluta contra fracassos, eu lamento, não vai encontrá-la.

Liderar ou ficar a reboque



Não procure proteger sua posição nem sua situação atual. Prefira ser uma pessoa que está na ofensiva, não na defensiva

As pessoas que vivem na defensiva jamais se elevam acima da média. Em vez disso, tome iniciativa. As pessoas tépidas, indecisas, nunca são seguras, independentemente de sua condição social, formação ou posição profissional.

Jamais permita que sua procura por equilíbrio se transforme em desculpa para não tomar a iniciativa única, radical e intrépida necessária para liderar. Muitas vezes a tentativa de manter o equilíbrio na vida é na verdade uma desculpa para se manter na zona de conforto. Seja forte e corajoso.


Quando decidimos ficar na ofensiva, a atmosfera de nossa vida começa a mudar. Por isso, se você não gosta da atmosfera de sua vida, decida colocar-se na posição ofensiva. Assumir a ofensiva não é apenas uma ação realizada no exterior do indivíduo; é também uma decisão interior.

“Estar na ofensiva e tomar a iniciativa são chaves mestras que abrem as portas da oportunidade em sua vida”

Quando você de fato decidir ficar na posição ofensiva, mantenha impessoais todos os seus conflitos. Combata o problema, não a pessoa. Você vai descobrir que quando todas as suas razões são defensivas, sua causa quase nunca é bem-sucedida.

Estar na ofensiva e tomar a iniciativa são chaves mestras que abrem as portas da oportunidade em sua vida. Aprenda a criar o hábito de tomar a iniciativa e nunca comece seu dia na neutralidade. Toda manhã, quando se levantar da cama, deve pensar na ofensiva, assumir o controle de seu dia e de sua vida. Não fique como algumas pessoas que perdem uma hora da manhã e passam o resto do dia tentando recuperá-la.

Retraindo-se e ficando na defensiva, você normalmente aumenta o problema. A intimidação sempre precede a derrota Se não tiver certeza de que caminho tomar, converse com Deus e seguida caminhe com fé para a solução do problema.

Seja como os dois pescadores que ficaram presos por uma tempestade no meio de um lago. Um virou-se para o outro e perguntou: “Devemos pedir ajuda a Deus ou remar?”. O sábio colega respondeu: “Façamos as duas coisas!” Isso é tomar a ofensiva. Lidere e não fique a reboque.

Dez coisas que levei anos para aprender

(Luis Fernando Veríssimo)

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o
garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.
(Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões
religiosas delas com você, quase nunca querem que você
compartilhe as suas com elas.
(Tá cheio de gente querendo te converter!)

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
(Na maioria das vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
(Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua
vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!)

5. Não confunda sua carreira com sua vida.
(Aprenda a fazer escolhas!)

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio
para dormir e um laxante na mesma noite.
(Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a
razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca
atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria
"reuniões".
(Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que
acontecem nos botecos...)


8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença
mental".
(Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da
manhã pode ser doença mental!)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
(Que bom!!!!!)

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os
melhores. Um amador construiu a Arca.
Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
(É Verdade mesmo!!!)

"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que
outra pessoa morra."

William Shakespeare

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O princípio da oportunidade

Nossas maiores oportunidades nos parecem habilmente disfarçadas em problemas insuperáveis

A história é conhecida, mas vale uma reflexão. Na década de 1970, Lee Iaccocca era o presidente da Ford Motor Company com uma atuação dinâmica e vitoriosa. Ele tinha criado o Mustang, um carro que vendeu mais unidades no seu primeiro ano de existência do que qualquer outro carro na história do automóvel. Ele tinha levado a Ford a obter lucros em torno de 1 bilhão e 800 milhões de dólares por dois anos seguidos. Ganhava cerca de 970.000 dólares por ano e era tratado regiamente. Mas vivia à sombra de Henry Ford II, um homem que Iaccocca descreve como caprichoso e despeitado. Em 13 de Julho de 1978 Henry Ford o despediu.



Menos de quatro meses depois, Iaccocca tornava-se presidente da Chrysler, uma companhia que havia anunciado uma perda de 160 milhões de dólares em três trimestres seguidos, o pior déficit que ela já tivera. Iaccocca achou que Chrysler não era bem administrada – cada um dos seus trinta e um vice-presidentes estavam trabalhando sozinhos em vez de trabalharem em conjunto. A escassez de petróleo de 1979 agravou os problemas da Chrysler, visto que o preço da gasolina dobrou e as vendas de carros grandes caíram rapidamente. Em 1980, a Chrysler perdeu 1 bilhão 700 milhôes de dólares, a maior perda operacional de empresas dos Estados Unidos.

“Todo revés traz dentro de si a semente de um avanço equivalente. Cabe a nós apenas procurá-lo”
Porém Iaccocca estava transformando seus obstáculos em oportunidades. Primeiro tinha sido despedido. Depois chegou a presidente de uma companhia que a maioria das pessoas pensava estar a caminho da bancarrota. Sem esses obstáculos, Lee Iaccocca nunca teria tido a chance de revelar-se. Ele estava decidido a não desistir. Concessões da União, agilização das operações da Chrysler, a criação de novos produtos – tudo isso contribuiu para a recuperação da companhia.

Em 1982 a Chrysler conseguiu lucros modestos. Em 1983 obteve os maiores lucros de sua história. E, em julho daquele ano, liquidou seu controvertido empréstimo avaliado pelo governo – sete anos antes de seu vencimento. A Chrysler introduziu novos modelos que entusiasmaram o público americano: o econômico carro-K, conversíveis, e o mini-furgão. As ações da companhia subiram de dois para trinta e seis dólares. Seus acionistas ganharam dinheiro bem como renovada a confiança na empresa.

Seu desafiante slogan tornou-se conhecido na nação inteira: “Se você conseguir achar um carro melhor, compre-o!” Lee Iaccocca chegou a ser um dos mais respeitados líderes empresariais da América e, quando sua autobiografia foi publicada em 1984, quebrou todos os recordes de vendas de livros.

Essas oportunidades não teriam chegado a Lee Iaccocca se ele não tivesse tido os obstáculos que teve: ser despedido da Ford e enfrentar uma situação de quase bancarrota na Chrysler. Nesses obstáculos, ele encontrou suas maiores oportunidades.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Mudança de Hábito


O processo de emagrecimento exige uma reestruturação não apenas dos hábitos alimentares, mas também do estilo de vida. Contrariando o desejo de muitos, que gostariam que as mudanças fossem imediatas, estas geralmente se dão de forma gradual

Um estudo realizado pela University of Rhode Island descreve a existência de cinco fases pelas quais passam aqueles que almejam o emagrecimento. Compreender estas fases permite ao indivíduo avaliar o período de mudança em que se encontra e melhor organizar-se para alcançar seus objetivos.

O primeiro estágio é aquele em que a pessoa não reconhece a necessidade de mudança e a busca de ajuda se dá mais pela pressão de familiares e amigos do que pelo desejo pessoal. Este é o período em que as intervenções médicas e terapêuticas surtem menos efeito, pois não se pode contar com o esforço do paciente.



A pessoa só deixa esta fase e passa para o estágio seguinte quando é capaz de refletir sobre si mesma e sobre seu problema e começa a sentir-se insatisfeita com sua condição.

O estágio seguinte tem início no momento em que o indivíduo sente necessidade de superar sua dificuldade, mas não consegue ainda comprometer-se com a mudança. Há um embate interno entre manter a satisfação gerada pelos alimentos ou privar-se de parte deste prazer. Aqui deve-se buscar compreender os fatores de ordem prática ou de ordem emocional (por ex. uso do alimento para alívio de tensões) que podem estar dificultando o início da ação. Neste momento, o auxílio de profissionais como psicólogos e nutricionistas faz-se muito importante.

“Compreender estas fases permite ao indivíduo avaliar
o período
de mudança em
que se encontra
e melhor organizar-se para alcançar seus objetivos”

A próxima fase é aquela em que se começa a dar os primeiros passos rumo à mudança, mesmo que ela ainda não seja total. Aqui a pessoa começa a fazer exercícios ou a comer um pouco menos, mas não segue à risca as normas propostas e os resultados não ocorrem como desejado.

Neste estágio, um dos pontos mais importantes é a formação de uma rede de apoio que permita a troca de experiências com aqueles que conseguiram reeducar sua alimentação.

Esta interação possibilita que se compartilhe estratégias sobre como seguir o programa físico e alimentar de forma mais eficiente, além de oferecer ao indivíduo o incentivo de que necessita pra seguir em frente. Aqui o apoio profissional é também importante, pois oferece informações e orientações práticas que auxiliarão na adoção de novos hábitos.

A quarta fase é aquela em que a mudança de atitude finalmente ocorre. Aqui a pessoa passa a adotar estratégias que ajudem a mantê-la longe das tentações: guarda os alimentos longe de seu campo de visão, não vai ao supermercado sem uma lista de compras previamente definida, evita comer enquanto realiza outras atividades, enfim, age de forma a colaborar com seu emagrecimento.

É neste momento que a pessoa recebe o reconhecimento daqueles à sua volta e sente-se entusiasmada com seu desempenho. Após estas conquistas , a última fase é a de manutenção onde todos os hábitos adotados devem continuar a serem seguidos. Para isto é muito importante que o indivíduo consiga organizar sua rotina e seu ambiente de forma a facilitar que os comportamentos desejados perpetuem.

Tão importante quanto reconhecer em que estágio de mudança cada pessoa se encontra, é saber que estes estágios podem ser interrompidos por recaídas, durante as quais ocorre uma regressão a uma fase anterior. Mas isto não significa que tudo está perdido: as recaídas não devem ser vistas como um fracasso consumado, mas sim como uma oportunidade de aprendizado para que se evite erros futuros. Caso as recaídas sejam muito freqüentes ou caso a pessoa sinta que o processo de mudança de hábitos está sendo impedido por barreiras intransponíveis, a consulta a um profissional especializado se faz indicada.

Reflexões de Final de Ano

A chegada do final do ano nos convida a refletir sobre o período que se passou e o que está por vir

Este é o momento de repensar a própria vida e avaliar os pontos que desejamos mudar no ano que se inicia. Este processo de reflexão possibilita que o indivíduo se reorganize para desfrutar de maior equilíbrio nesta nova etapa que está por vir.

Quando se deseja repensar a própria vida muitos fatores podem ser considerados, mas há três áreas de grande importância: vida afetiva, vida profissional e relação consigo mesmo. A análise da vida afetiva e familiar nos leva a considerar a qualidade das relações que estabelecemos com aqueles que nos cercam.


Você se sente satisfeito com seus relacionamentos pessoais? De modo geral, as pessoas com quem você convive te fazem bem? Quais aspectos de seu comportamento têm sido elogiados e quais têm sido criticados por amigos e familiares?

“Este processo de reflexão possibilita que o indivíduo se reorganize para desfrutar de maior equilíbrio nesta nova etapa que está por vir”

Após fazer todas estas perguntas você deve tentar imaginar o que você pode fazer para melhorar a qualidade de seus relacionamentos. Este tipo de reflexão permitirá que você reveja suas atitudes e tenha uma vida pessoal menos conflitiva e mais prazeirosa.

Em relação à vida profissional é importante questionar-se sobre o grau de satisfação que você tem em seu trabalho. Você se sente realizado com a atividade que executa? Sente-se reconhecido e valorizado por seu trabalho? Sua remuneração está suprindo suas necessidades? Qual a qualidade dos relacionamentos com seus superiores e com seus colegas de trabalho? Perguntas como esta possibilitam que você avalie os prós e contras de seu trabalho e analise se é ou não necessário batalhar por uma atividade que esteja mais próxima de seus interesses e que te dê maior satisfação.

Por fim, cabe ainda avaliar a relação que você estabelece consigo próprio. Você está satisfeito com a pessoa que é? Quais são suas maiores virtudes? Quais defeitos você deseja superar? Como sua aparência física te faz sentir? Você deseja alterar sua imagem atual? Quais fatores têm dificultado para que você alcance as transformações que deseja? Estas perguntas permitem que a pessoa reflita sobre seus hábitos e se esforce para alterar as atitudes que lhe tem trazido sofrimento.

Enfim, o final do ano propicia que o indivíduo reavalie seus projetos pessoais e que busque as transformações almejadas. Reconhecer a necessidade de mudança e acreditar na capacidade de alcançá-la é um grande passo para que se possa viver de forma mais satisfatória no ano vindouro.

É Natal!

Dezembro é o mês que marca o início do inverno no hemisfério norte. É quando a natureza adormece. A estação representa o começo de um novo ciclo e a preparação para o posterior renascimento na primavera

Abaixo da linha do Equador acontece o contrário. O sol brilha com sua intensidade máxima, trazendo energia, mudando a rotina, despindo os corpos. É nesse clima que saímos às compras para presentear pessoas queridas, participamos de jantares e almoços de confraternização e os estudantes entram em férias.

Uma data tão festiva e cheia de magia como o Natal deveria representar a alegria de viver, a união da família e a renovação de votos de amor a todos que estimamos.

Nesses dias, lembranças do passado podem trazer


recordações, boas ou não. Se as lembranças são boas, as ações de preparar a casa, comprar os presentes, reunir-se com familiares e amigos, escolher o cardápio, serão realizadas com alegria e vão deixar felizes recordações. Se as lembranças são ruins, essas atividades poderão ser sentidas como uma cansativa obrigação.

“Um Natal feliz é aquele possível”

Fobias, ansiedade, pânico e medo podem estar associados a datas comemorativas. Isso ocorre no momento em que essas datas perdem o seu real significado e passam a representar a história pessoal e emocional do indivíduo.

As festividades são percebidas como traumáticas e a pessoa tende a evitá-las, sempre que possível. Além disso, o Natal representa a aproximação do final do ano , sendo o momento para avaliar conquistas e planejar os próximos desafios. Aqueles que não conseguiram realizar seus desejos e objetivos confrontam-se com a falta de sucesso, o fracasso e a frustração. Difícil comemorar.

Muitas famílias se encontram poucas vezes durante o ano e se reúnem no Natal. Em alguns casos as pessoas descobrem que possuem pouca afinidade e poucos interesses comuns, e a espontaneidade não existe mais. A família se encontra reunida mas não unida. Tanto na convivência diária, como numa festa comemorativa, são necessárias certas concessões para possibilitar bons momentos compartilhados. Quando a família é unida e há paz e harmonia dentro dela, a festa de Natal refletirá o prazer dessa convivência.

O desejo de ostentar o que não temos, ou o que não somos, é como uma árvore de natal com enfeites excessivos, que deixa de cumprir sua função e que não se integra ao ambiente.

Um Natal feliz é aquele possível, não necessariamente o dos nossos sonhos. Vale muito um sorriso sincero, um abraço espontâneo, e presentes que demonstram atenção e carinho mais do que poder e dinheiro.

Em todas as datas comemorativas, como em todos os dias do ano, as pessoas possuem defeitos e qualidades. Aproveitando essas datas para refletir e acalmar nossas mentes e corações, poderemos renovar esperanças, conseguir forças para seguir em frente e conquistar os objetivos almejados. Ainda mais no Natal, que é a comemoração da vida, do amor e da união entre as pessoas.

FELIZ NATAL PARA VOCÊ!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sedentarismo e Dependência


Uma das grandes causas da
Obesidade é o sedentarismo.
A maioria das pessoas não quer acreditar devido ao comodismo e
à dependência que se criou dos veículos e dos aparelhos eletrodomésticos. Hoje em dia não se vai a lugares, mesmo que sejam perto de casa ou do trabalho, a pé. Há o hábito (dependência) de ir de carro.

As desculpas são muitas e algumas até com certa razão. Por exemplo, a insegurança de andar a pé. Por outro lado usar demasiadamente o carro tem como conseqüência o sedentarismo que faz tanto mal à saúde das pessoas.


Não bastasse o mal individual, ainda temos o congestionamento que o excesso de automóveis causa, a poluição e os acidentes. E ainda não está livre de ser assaltado. Portanto a segurança é relativa.

“Para mudar o quadro de sedentarismo, só mudando nossas crenças”

Quanto aos aparelhos eletrodomésticos acontece a mesma coisa. Com a invenção do controle remoto não se levanta da cadeira para mudar o canal de televisão ou do DVD, do som, do vídeo, abrir o portão etc.

O sistema delivery também contribui bastante para o sedentarismo, pois basta telefonar que o alimento é entregue na residência ou trabalho.

Um dos fatores modernos de mudança de comportamento atual é o computador, que está fazendo com que as pessoas fiquem praticamente o dia inteiro sentadas, dependendo da profissão. Ainda temos a internet e os jogos. O namoro ficou virtual, sem gasto calórico. Os jogos só dependem de manuseio, também nada de gasto calórico.

Pois bem, com essas mudanças e incorporações de novos costumes estabeleceu-se o sedentarismo criando mesmo uma dependência ao carro, moto, televisão, DVD, vídeo, elevador, celular, controles remotos e finalmente ao computador.

Dá para se imaginar viver atualmente sem computador? Nem pensar. O resultado inevitável é o acréscimo da obesidade. Quem não gasta caloria ingerindo alimentos acima de suas necessidades irá engordar. Cada dia se contrai menos os músculos fazendo uma economia calórica em torno de 250 calorias, mas a alimentação continua a mesma. Com isso a balança sobe no homem moderno.

Os tipos de processos de emagrecimento são muitos, isso prova que nenhum está totalmente correto.

Até aqui falamos da dependência de aparelhos eletrodomésticos, de veículos, de computadores, mas se acrescentarmos também a dependência por determinados alimentos como, por exemplo, o chocolate, os lanches, as batatas fritas, as massas, os doces em geral, aí sim teremos a obesidade.

Como vimos, sedentarismo vira conseqüência de dependência que se instala por repetição de comportamentos. Para mudar isso, só mudando nossas crenças, ou seja, acreditar que obesidade deve ser combatida com exercícios físicos, alimentação saudável, em quantidade adequada e balanceada.

Carotenóides: pigmentos que dão saúde


Muitas vezes se ouve dizer que os pratos devem ser coloridos. Ou seja, devem apresentar alimentos de diversas cores, para que assim forneçam uma quantidade variada de nutrientes.


Essa é uma verdade, mas o que muita gente não imagina é que até mesmo os pigmentos que dão as cores aos alimentos também favorecem uma boa saúde.

Os alimentos de cor amarelo, alaranjado, vermelho e verde possuem carotenóides na sua composição que são os pigmentos responsáveis por estas cores.

Os carotenóides, além de serem importantes para a nutrição são fundamentais para a prevenção de doenças degenerativas, como doença arterial coronariana, câncer e outras doenças, estimulam o sistema imunológico e agem como antioxidante.

Cerca de 600 carotenóides já foram isolados e caracterizados. Os carotenóides mais comuns são o betacaroteno, o licopeno, a luteína e a zeaxantina.

Beta-caroteno

O betacaroteno é um carotenóide conhecido como pró-vitamina A. Ele é um importante antioxidante e estimula o sistema imunológico. Sabe-se hoje que a deficiência de vitamina A é hoje umas das três deficiências mais freqüentes no mundo.

A vitamina A desempenha importante papel na manutenção de uma boa visão, participando da púrpura visual, que tem por função a visão na luz fraca. Além disso, participa da proteção da pele e de mucosas, atua ainda no metabolismo das gorduras.

Licopeno

O licopeno, por sua vez, tem papel importante na redução do risco de desenvolvimento de câncer, principalmente o câncer de próstata. Muitos estudos já provaram essa evidência. Além disso, contribuem diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de catarata.

O licopeno também possui a vantagem de ser o maior antioxidante de todos os carotenóides, combatendo o acúmulo de radicais livres.

Luteína e Zeaxantina

Alguns alimentos de cor verde escura, como alguns vegetais apresentam na sua composição a luteína e a zeaxantina. São dois carotenóides presentes no organismo, principalmente na parte da visão. Eles estão em evidência no momento por estarem correlacionados com diminuição do risco de degeneração macular (cegueira de idosos).

É preciso tomar cuidado somente com as manipulações dessas substâncias. Nos alimentos como frutas, verduras e legumes, elas estão presentes em quantidades adequadas e acompanhadas de vitaminas, minerais e outras substâncias benéficas. Sempre devemos optar pelo alimento in natura que possui a concentração exata.

Descubra o segredo da longevidade


Envelhecer é um fato da vida. Mudanças ocorrem com o passar dos anos e você não tem como evitar, mas pode minimizar alguns sinais e sintomas, pode viver mais e sentir-se melhor e mais jovem. Ter bons hábitos alimentares, escolher os alimentos certos e ser uma pessoa ativa são alguns dos segredos para o rejuvenescimento e a longevidade

Cientistas afirmam que você pode exercer controle considerável sobre a duração de sua vida e sobre a forma pela qual você envelhece.

De que forma a alimentação pode contribuir?

Os radicais livres em excesso danificam as células saudáveis rapidamente e podem aumentar o risco de desenvolver doenças. Para combater os radicais livres devemos recorrer aos antioxidantes que são substâncias capazes de impedir esta ação dos radicais livres.

Nos alimentos podemos encontrar


os antioxidantes. Conheça alguns deles e suas fontes alimentares:

Beta-caroteno – Pertence ao grupo dos carotenóides, que são responsáveis pela coloração de algumas frutas, verduras e legumes. O beta-caroteno também é conhecido como pró-vitamina A, pois quando está em nosso organismo transforma-se em vitamina A, conforme a necessidade do mesmo.

-Benefícios: previne o câncer de mama, próstata, previne doenças respiratórias e catarata.
- Alimentos: cenoura, manga, caqui, abóbora, agrião, brócolis, couve, espinafre, entre outros.

Licopeno - Assim como o beta-caroteno, pertence ao grupo dos caratenóides, as principais fontes são vegetais de cor avermelhadas.

“Ter saúde envolve mudanças no estilo de vida e hábitos do dia a dia, isso depende somente de você, siga as nossas dicas e tenha muitos anos com saúde pela frente”

- Benefícios: Inibe o surgimento de placas de gorduras nas artérias, dessa forma previne o risco de doenças cardiovasculares, auxilia na prevenção do câncer de próstata e previne a divisão das células tumorais.

- Alimentos: Tomate e seus derivados, molho de tomate principalmente, goiaba, melancia, mamão e beterraba.

Vitamina C – O ácido ascórbico, também conhecido como vitamina C, é um potente antioxidante.

- Benefícios: Aumenta a atividade imunológica, torna o organismo resistente às infecções.
- Alimentos: laranja, acerola, morango, pimentão, goiaba.

Vitamina E – Também conhecida como tocoferol, a vitamina E tem sido estudada sobre os seus efeitos na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

- Benefícios: Aumenta imunidade celular e colabora no tratamento de doenças neurológicas.
- Alimentos: óleos vegetais, gérmen de trigo, nozes e vegetais de folha verde.

Flavonóides – Os flavonóides ou compostos fenólicos tem como propriedades benéficas a sua capacidade de sequestar os radicais livres. Os compostos fenólicos mais estudados são: o ácido cafético, o ácido gálico e o ácido elágico.

- Benefícios: Estudos têm relacionado o consumo de alimentos ricos em flavonóides com a prevenção de tumores em adultos, não fumantes.
- Alimentos: frutas e verduras em geral como brócolis, salsa, uva, maçã, morango e nozes, além de vinho.

Se você tem uma alimentação balanceada, ou seja, consome diariamente cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas, carnes, leite e derivados e procura variar no consumo de alimentos saudáveis disponíveis, com certeza você ingere alimentos com propriedades antioxidantes.

Não é recomendado o uso de suplementos com tais substâncias, já que ainda não há estudos com indicação de doses e protocolos de uso.

Outras dicas importantes:
- Beba bastante água
- Durma o suficiente para descansar o corpo e a mente
- Pratique atividade física diariamente
- Diga não ao tabagismo, alcoolismo e sedentarismo
- Não abra mão dos momentos de lazer

Ter saúde envolve mudanças no estilo de vida e hábitos do dia a dia, isso depende somente de você, siga as nossas dicas e tenha muitos anos com saúde pela frente.

Vida Moderna e Alimentação


Emagrecer não é fácil. Por quê?
Será castigo contido no DNA? Será o metabolismo contra o corpo esbelto? Será o botão da calça o grande vilão? Ou será que ingerimos mais alimentos do que realmente precisamos?

Voltando um pouco no tempo, descobrimos que nossos ancestrais não tinham facilidade para obter alimentos para a sua sobrevivência. A comida era escassa e os alimentos calóricos eram os mais desejados, pois representavam a possibilidade de estocar calorias sob a forma de gordura para servir de reserva.

Não havia provisão de alimentos, o que só foi possível com o advento da agricultura. Durante milhões de anos, períodos de fartura se alternavam com escassez forçada. O cérebro humano foi condicionado a comer muito além do necessário sempre que o alimento estivesse disponível. Essa



era a fórmula para sobreviver. Portanto, somos descendentes de indivíduos cuja sensação de saciedade só era atingida após a ingestão de muitas calorias a mais.

Essa herança é que nos faz sair da mesa com aquela sensação de peso no estômago e na consciência. Deveríamos ter cruzado os talheres antes de repetir as guloseimas. A fartura atual é uma tentação para o nosso cérebro guloso.

“Incorpore a reeducação alimentar num novo estilo de vida e acredite no benefício que um corpo mais magro traz para a saúde e para o bem estar”

A visão, o olfato e a audição recebem estímulos que influenciam o centro da saciedade no cérebro e são responsáveis pela fome que subitamente sentimos quando estamos diante dos alimentos. Se o clima esfria muito, a fome aumenta como resposta à necessidade de obter mais energia para manter a temperatura do corpo equilibrada.


Será por todas essas razões que começamos o controle alimentar muito bem intencionados na segunda-feira, e depois de algum tempo vamos desanimando? Será por isso que vamos incluindo no cardápio alimentos calóricos, frituras e bebidas alcoólicas que nos prejudicam?

O pior é que arrumamos justificativas para essas inclusões inadequadas: dia de festa - só hoje – só um pouquinho etc. A balança mostra, então, sua face severa e o ponteiro sobe. É a prova dos deslizes. Aí surge o desânimo como reflexo de baixa auto-estima.

De nada adianta fazer dietas malucas e utilizar remédios. Para poucos quilos perdidos, muitos outros são rapidamente recuperados. É preciso mudar o curso dessa história. Como vencer o impulso primitivo de exagerar na alimentação, se o ser humano adora uma mesa farta seguida de uma bela soneca?

Não existe uma única fórmula para todos. É preciso mudar condutas que causam obesidade. Não é fácil, mas é possível. É necessário desejar emagrecer, ter disciplina e equilíbrio emocional, abandonando hábitos alimentares que fazem parte até do álbum de família, mas não são saudáveis. Incorpore a reeducação alimentar num novo estilo de vida e acredite no benefício que um corpo mais magro traz para a saúde e para o bem estar.

Reduzir o total de calorias ingeridas pode ser uma forma de retardar o envelhecimento e aumentar a longevidade . Ajuda a prevenir o diabetes, hipertensão, reumatismo, impotência sexual, ataque cardíaco, derrame cerebral, câncer e outras doenças degenerativas. Vamos então comer menos e viver mais? Procure o prazer em outras esferas da vida e não apenas nos alimentos. Você só terá vantagens

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O vazio que só você mesma pode alimentar



Mesmo depois de adultos, muitos desejam ser protegidos por alguém. Não digo apenas no sentido material, mas, principalmente, no sentido de apoio emocional. Vivemos acreditando que a qualquer momento, em qualquer situação extrema, contaremos sempre com o socorro de alguém mais sábio e mais forte, o eterno salvador, incapaz de impedir nossos fracassos.

Isto acontece porque somos treinados pela sociedade e, muitas vezes, educados por nossos próprios pais, para a dependência. Quando adultos muitos, ainda na adolescência,


suspiram pela liberdade, proclamam o desejo de fazer o que quiserem com suas vidas, aparentemente dispensando a aprovação do outro, sejam os pais, vizinhos, amigos ou quem for.

No entanto, esse desejo de liberdade muitas vezes entra em conflito com um outro desejo, o da segurança, a vontade de se livrar de situações ameaçadoras graças à proteção de um terceiro. Por isso, a liberdade desejada torna-se também assustadora, que evoca riscos e solidão. E nos transforma em seres ambivalentes, que vacilam entre ser dependentes e independentes.

Não é por termos recebido uma educação para a dependência, que rigidamente, temos que nos tornar dependentes. A busca da independência, por outro lado, não significa buscar o isolamento de todos. Todos nós dependemos de atenção, afeto, carinho, amor. Muitos ainda dependem de alguém financeiramente. Mas o pior tipo de dependência é a que torna a pessoa escrava de drogas, álcool, tabaco, sexo, comida ou outras formas de compulsão. E também a que faz com que alguém seja dependente psicologicamente de outra pessoa.

O desejo inconsciente de que alguém cuide de nós pode nos sujeitar a várias formas de dependência psíquica. Ser dependente é como pedir - ou muitas vezes, implorar: "cuide de mim, pois eu não consigo", em todos os sentidos. Pessoas com este comportamento são sujeitas a relações falsas e, se a própria pessoa acha que não consegue cuidar de si mesma, não se suportando, por que alguém a suportaria?

Dificilmente uma relação verdadeira e autêntica suporta isso por muito tempo. Qualquer relação deve ser baseada em trocas equivalentes e supõe pessoas inteiras. A dependência emocional mostra uma pessoa fragilizada, fraca e carente, que pode causar muitos desequilíbrios em qualquer tipo de relacionamento.

Depender do outro significa alimentar a intenção de renunciar aos próprios desejos, transferindo o encargo do bem-estar físico, mental e emocional. Significa deixar de ter vontades para subordinar-se às vontades de alguém. As pessoas dependentes tendem a se acomodar e se isentam de quaisquer responsabilidades.

Abafam suas ambições, sua capacidade e seu potencial de buscar seus sonhos e sua felicidade, perdendo a oportunidade de uma troca saudável com alguém. Na realidade, a pessoa dependente faz isso em busca de uma segurança que nunca lhe foi transmitida. É como se uma voz sempre soasse em seus ouvidos: "você não é capaz de cuidar de si mesma", indo sempre em busca da aprovação do outro, tornando-se cada vez mais dependente, insegura e insatisfeita.

Será, contudo, que a segurança interna e a aprovação que buscamos é algo que se encontra fora de nós? Psicologicamente, a dependência de drogas, álcool, trabalho, comida ou relacionamento, têm um aspecto em comum: a tentativa de preencher um vazio interno por meios externos. Seguramente, o caminho para auto-aceitação não é esse.

Como temos dificuldade de resolver nossas próprias dificuldades, agarramo-nos a tudo que nos rodeia, como um náufrago a tábuas de salvação. Esperamos que algo ou alguém supra todas as nossas necessidades e, quando isso não acontece, nos frustramos, nos sentimos pequenos e mais rejeitados, culpando inclusive quem não se predispôs a manter a dependência.

Na verdade, o amor e aprovação que se busca, ainda que inconscientemente, é algo que foi negado lá atrás, ou seja, no passado, tornando essa busca no presente em vão, pois na realidade, não se cobra daqueles que ficaram em dívida, mas dos que estão presentes. Nos tornamos escravos das cobranças a nossos "salvadores".

Às vezes, para nos livrarmos da dependência, precisamos aprender primeiramente a viver sozinhos, aprendendo a nos separar das pessoas, voltando a crescer e a cuidar de nós mesmos. Em certas situações, mesmo tendo a chance de crescer, muitos tendem a recuar e a se acomodar, colocando-se até contra aqueles que podem estar incentivando ao crescimento, porque ser independente significa se tornar capaz de se cuidar, de buscar a própria felicidade, de se responsabilizar pelas vitórias e principalmente pelas derrotas. E isto assusta!

Embora a sociedade incentive mais as mulheres à renúncia de si próprias, existem muitos homens que também cultivam o comportamento dependente. Há homens que gostam de ser cuidados e não pretendem perder esse privilégio, seja em relação à mãe ou à esposa. Mas também há mulheres que gostam de manter a sujeição à mãe, ao marido ou aos filhos, gerando um círculo vicioso de dependências.

Quase sempre a dependência evolui para uma relação doentia. Toda relação baseada na dependência comporta uma pessoa independente e, quando este suporta e incentiva a dependência do outro, torna-se o que chamamos de co-dependente e também precisa de tratamento.

O importante é a pessoa se questionar sempre, para entender quando a dependência se torna um fato negativo, que cega e impede de crescer interiormente, tornando a existência um vício da presença do outro. A dependência por vício, ou simbiose, entretanto, caracteriza um quadro patológico e merece atenção.

A complementaridade entre pessoas que se sentem inteiras e têm o cuidado para não pesar para os outros, procurando não apenas receber, mas também dar, resulta em uma troca saudável. Todos ansiamos por isso e ela tem um nome simples: amor. Mas só são capazes de amar efetivamente as pessoas que se sentem livres para escolher novamente, todos os dias, as mesmas pessoas, sem acomodamentos ou medos e sem se esconderem atrás de um enorme prato de comida!

A importância do diálogo interno



Muitas pessoas reclamam que não há diálogo em sua vida familiar - marido, esposa, ou filhos. Mas quando pergunto se conversam consigo mesmas, fazem uma expressão de interrogação, como se dissessem: "não sou louca!", ou ainda: "é necessário?". É importante e muito. Antes de desejarmos mais diálogo com outras pessoas, que acredito ser de fundamental importância para a comunicação e entendimento, precisamos aprender a desenvolver o diálogo interno, ou seja, conversar consigo mesma.

Se não conseguir identificar o que torna sua vida insuportável para depois modificar, estará destinada a ser infeliz e arcar com conseqüências muitas vezes desastrosas. Você tem a opção de mudar o que te faz sofrer e criar um novo caminho, uma nova vida. Como fazer isso? Identifique o que não quer mais para você. Para isso só há um caminho: conversar consigo mesma. Aprenda a perguntar-se: "o que estou sentindo?, o que quero para mim?".

Pode ser que tenha aprendido a repetir a você mesma o que ouviu durante sua infância ou mesmo sua vida, frases como: "você não serve para nada, você não é capaz, você não faz nada direito". Ou ainda as eternas comparações de como aquela prima era mais bonita, mais educada, mais inteligente e assim aprendeu a ter uma visão muito negativa de quem você é, e que quase sempre não corresponde à realidade, mas foi o suficiente para te fazer acreditar e tornar isso a sua verdade, te fazendo sofrer, limitando seu crescimento e sua capacidade de acreditar que você é capaz e merecedora de muito mais.

Você já pensou que as coisas negativas, ao menos a maioria, que aprendeu sobre você mesma podem não ser verdadeiras? E acredite, não são. Por isso, esqueça todas, jogue-as fora e comece tudo de novo. Cabe somente a você criar um novo caminho, mas é preciso lembrar que realizar mudanças é um processo lento. Nada e ninguém muda de um dia para o outro.

Por exemplo, se quer eliminar uns quilinhos ou mudar o que for na sua vida, você terá que observar como tem feito e quais resultados têm obtido. Se quer alterar os resultados, terá que mudar o caminho, pois se fizer tudo como sempre fez, obterá os mesmos resultados. Se você come sem pensar e só percebe a quantidade depois que comeu e isso te traz insatisfações, poderá iniciar a conversa consigo mesma antes de comer, perguntando-se: "porque vou comer? Estou com fome ou preciso satisfazer outras necessidades (de afeto, atenção, carinho, amor)?" E só coma depois de se dar as respostas.

Vá fazendo isso até se tornar um hábito. Nesse momento seja tão amorosa com você quanto seria com alguém que ama. Nada de pensar que com você não dará certo, que não consegue, lembre-se que você já jogou tudo isso fora. Ou ainda, nada de começar só amanhã. Pare de se boicotar para alcançar o que quer, seja o que for.

A conversa consigo mesma é o passo mais importante para obter o autocontrole de suas ações. Você pode fazer esse diálogo escrevendo, falando alto ou em silêncio, o importante é conversar, conversar muito e assim ir identificando seus reais sentimentos e tudo que quer e não quer para você.

Quanto mais você compreender por que faz o que faz e o que sente, mais controle terá de suas ações. Lembre-se que você é capaz de se tornar como deseja ser e para isso você não precisa depender de ninguém, só da pessoa mais interessada no resultado: VOCÊ! Comece seu diálogo interno imediatamente. Vamos começar? "O que você quer conseguir? O que você está sentindo?" Ouça as respostas e vá em frente, você merece

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ansiedade: Quando procurar ajuda?



A decisão de procurar um profissional ou não deve levar em consideração os sintomas e a intensidade com a qual o problema se manifesta. Ser capaz de diferenciar a ansiedade normal do Distúrbio de Ansiedade possibilita buscar a ajuda correta para tratar o problema.

O termo ansiedade é geralmente utilizado para descrever estados de preocupação e nervosismo que são vivenciados por todas as pessoas de tempos em tempos.

Esta reação é extremamente útil, pois possibilita que o indivíduo se prepare para enfrentar situações ameaçadoras e reaja a elas de forma adequada.


Entretanto, quando a ansiedade se torna muito freqüente e intensa, ela pode acabar atrapalhando o funcionamento geral do indivíduo.

“A ansiedade, quando presente em intensidade adequada, não se configura como um problema e, sim, como uma reação normal do organismo”

Distúrbio de Ansiedade é o nome dado
a uma condição em que a pessoa se vê em constante estado de alerta. Entre os sintomas deste distúrbio encontram-se
a insônia, dificuldade de concentração, pânico e alteração de apetite, sem mencionar perda da capacidade de aproveitar a vida e de relaxar. Sintomas físicos como dores de cabeça,
dores de estômago e tensão muscular também podem ser observados.

Não existe uma única causa para o Distúrbio de Ansiedade, mas sabe-se que fatores genéticos e bioquímicos estão presentes na origem do problema. Ao reconhecer os sintomas acima mencionados, o indivíduo deve buscar auxílio psiquiátrico para obter um diagnóstico do quadro e receber tratamento adequado. O distúrbio pode ser controlado através de intervenções psicoterápicas e medicamentosas e quanto antes o problema for diagnosticado, menores serão os prejuízos causados.

Em resumo, pode-se dizer que a ansiedade, quando presente em intensidade adequada, não se configura como um problema e, sim, como uma reação normal do organismo. Entretanto, quando passa a prejudicar o dia-a-dia do indivíduo, ela deve ser contida e tratada por um profissional de saúde mental.

Fobia social é coisa séria



Todos sabemos que a nossa cultura valoriza a magreza, principalmente a feminina e qualquer sinal de sobrepeso pode fazer com que a pessoa se torne vítima de comentários maldosos. Esta situação faz com que, muitas vezes, o obeso evite situações sociais e deixe de freqüentar ambientes por se sentir incomodado com o que os outros pensam sobre seu corpo

Embora o isolamento social possa ser uma opção feita por algumas pessoas, é necessário avaliar se este comportamento está relacionado a algum distúrbio mais grave. Enquanto para alguns, esta forma de isolamento é fruto de uma escolha consciente, para outros ela pode ser conseqüência de um quadro de fobia. Saber diferenciar o isolamento social voluntário do isolamento social causado por fobia, é um fator decisivo para o tratamento do problema.

Fobia, de um modo geral, é um medo infundado, motivado por algum objeto ou situação real ou imaginária. Normalmente, inicia-se


na infância ou na adolescência, tem evolução crônica, e tende a não desaparecer sem tratamento. Caracteriza-se pela presença de forte reação de ansiedade sempre que a pessoa enfrenta ou vai enfrentar uma determinada situação.

“O ser humano precisa do contato com outras
pessoas para se desenvolver e ter uma vida plena. Qualquer forma de isolamento social pode trazer prejuízos à vida
do indivíduo”

Existem diferentes tipos de fobias,
entre as quais pode-se citar a hidrofobia, que é o temor de água;
a claustrofobia, que é o temor de lugares fechados; a misofobia, que
é o temor de sujeira ou de contágio;
e muitas outras. A fobia social ocorre devido ao medo de situações sociais,
e traz grandes prejuízos no campo pessoal.

O fóbico social deixa de conviver com grupos de amigos e sente-se mal ao freqüentar o ambiente educacional e o de trabalho. Evita fazer esportes coletivos e freqüentar academia. Todos estes comportamentos são adotados com o intuito de evitar o convívio com grupos de pessoas, que são percebidos como ameaçadores. Quando precisa enfrentar situações sociais, o fóbico sente fortes reações de ansiedade, como calafrios, tonturas e azia. Esses sintomas aumentam ainda mais o temor de vivenciar situações semelhantes no futuro e provocam mudanças em sua trajetória de vida para evitar contato com outras pessoas.

Conforme dito anteriormente, é muito importante diferenciar o isolamento social voluntário daquele gerado por quadros de fobia. Considerando que o ser humano precisa do contato com outras pessoas para se desenvolver e ter uma vida plena, qualquer forma de isolamento social pode trazer prejuízos à vida do indivíduo. Entretanto, quando o isolamento social é fruto de um quadro fóbico, deve-se ter atenção redobrada. O tratamento adequado nesses casos é a psicoterapia, que ajuda a resolver conflitos e prevenir recaídas.

O ser humano é complexo e está o tempo todo influenciando e sendo influenciado por pessoas e situações. É normal e até esperado que surjam problemas em sua trajetória de vida. O importante é identificar e tratar a tempo esses problemas, para evitar que a vida se torne um fardo pesado para si e para os que estão a sua volta.