quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A culpa de todos nós

“A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente.”
Jung



Essa frase do Jung nos faz
refletir sobre muitas coisas.
Quase sempre chegamos na verdade quando erramos. É
isso mesmo! Mas, quantos
erros precisamos cometer
até chegarmos na verdade?
Isso não importa, o
que deve importar mesmo
é a experiência adquirida
e o crescimento obtido.




“Com a culpa sempre vem a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição”

Mas, nem sempre temos essa consciência e, na maior parte do tempo, os erros cometidos são transformados em culpas. Alguns passam a vida errando, se culpando. Outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os.

Outros não fazem nada ou em tudo que fazem, são culpados. E outros ainda, para justificarem seus próprios erros, nos culpam.
Que loucura, não?

Culpa é o sentimento de ser indigno, mau, ruim, carrega remorsos e censuras. A culpa é o resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos. Poderíamos resumir assim:

Raiva + mágoas reprimidas = culpa = autopunição

Esse sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos tem muitas variáveis que dificulta esgotar o assunto. Mas podemos refletir sobre alguns aspectos que nos proporcione uma maior compreensão dos motivos desse sentimento que nos faz sofrer tanto.

Características de quem sente culpa:

- Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
- Sente-se mal quando recebe algo, pois na verdade não se considera digno de aceitar o que os outros dão;
- Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;
- Raiva reprimida;
- Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
- Sente-se rejeitado;
- Busca responsáveis pelo próprio sofrimento;
- Sente-se vítima em algumas, ou muitas, situações;
- Geralmente se pune ficando doente, ou sendo vítima freqüente
de acidentes;
- Dificuldade em expressar os reais sentimentos;
- Não consegue falar “não”;
- Necessidade em agradar;
- Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;
- Dificuldade em fazer algo só para si;
- Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;
- Baixa auto-estima;
- Falta de amor-próprio.

Você pode se identificar com essas características ou ter outras. O importante é reconhecer que a culpa traz muitas conseqüências em nosso modo de ser e agir. Perceba como se sente, elevando, assim, seu autoconhecimento para mudar o que te faz sofrer.

A culpa pode ser gerada por:

- Religião;
- Injustiça;
- Morte;
- Manipulação;
- Crítica;
- Acusações;
- Repressão;
- Rigidez;
- Inflexibilidade;
- Julgamento;
- Controle;
- Dependência;
- Superproteção;
- Raiva contida;
- Medo;
- Rejeição;
- Abandono;
- Mentira;
- Prazer;
- Expectativa;
- Comparações;
- Necessidade de agradar;
- Próprio nascimento;
- Comodismo/ falta de atitude;
- Preconceito;
- Segredos, principalmente entre os familiares.

Aqui estão algumas causas do sentimento de culpa. A origem de
sua culpa pode ser outra. Ou várias. Procure ter a consciência
exata da origem do seu sentimento de culpa. Explore um pouco
mais sobre o que gerou em você a culpa. Comece perguntando-se:
o que me faz sentir culpa? Faça uma lista de todas as culpas que você sente, por maior que possa ser a lista, faça!

Isso o ajudará a compreender melhor seus sentimentos e conflitos gerados pela culpa. Analise as situações em que aconteceram os fatos e se você efetivamente tinha condições de agir diferente de como agiu. Depois continue sua análise. Onde, quando e por que começou cada uma delas?

Quais são as situações que me sinto culpado pelo que fiz ou deixei
de fazer? Quais eram meus valores em relação ao assunto quando agi daquela forma? Se fosse hoje minha atitude seria diferente? Como? Quem fazia ou faz com que eu me culpe? Busque a relação da culpa atual com seu histórico de vida.

O objetivo desse exercício não é buscar mais culpados, mas
explorar os motivos pelos quais ainda se culpa e se responsabilizar por seus atos e mudar o que pode ainda ser mudado, libertando-se desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento.

Conseqüências da culpa:

- medo
- sofrimento
- autopunição
- remorso
- estagnação
- doença – segundo alguns estudos, a culpa está presente em praticamente a maioria das pessoas portadoras de câncer
- tristeza/depressão
- submissão
- prisão emocional
- solidão
- dificuldade em impor limites, dizer não;
- fuga através do álcool, drogas
- compulsão alimentar
- conflitos internos e nas relações
- dificuldade em sentir prazer
- destruição da auto-estima e amor-próprio

Como podemos perceber as conseqüências das culpas são muitas. Isso ocorre porque com a culpa sempre vem a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição. É certo que a culpa pode representar um sinal que algumas pessoas precisam para alertá-las que estão ultrapassando o limite da falta de respeito pelo outro, ou
a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento que, do contrário, poderá continuar machucando aqueles que lhes são mais caros.

Mas, da mesma forma, o mais indicado sempre é responsabilizar-se e não se culpar. A culpa faz com que permanecemos no papel de vítimas e esse traz apenas estagnação e repetição de padrão, não proporcionando mudança muito menos crescimento, enquanto a responsabilidade faz com que acreditemos ser capaz de mudar o
que quisermos.

Avalie-se com realismo



" Conhecer os outros é inteligência;
conhecer a si mesmo é sabedoria de verdade."
Lao-Tzu


Abra alguns livros de auto-ajuda, ouça um CD, assista a uma palestra motivacional e você ouvirá sobre os poderes maravilhosos que possui e as mirabolantes proezas de que é capaz. É verdade que você tem de acreditar em si mesmo para ser bem sucedido. Neste sentido, as mensagens de incentivo são úteis.

Mas cuidado com esses processos que exaltam suas habilidades sem conhecê-las. O que importa é conhecer-se de fato, com seus talentos e seus limites, para ter um ponto de partida na realidade.



Não tente se convencer de que você é o Super-Homem ou a Mulher Maravilha. Ao tentar ser o melhor em tudo, você corre o risco de perder a confiança ao ter um desempenho mediano nas áreas em que não se sobressai. O fracasso se tornará a sua "criptonita", e o poder da sua autoconfiança desaparecerá.

“A melhor autoconfiança é baseada em uma avaliação realista de todas as nossas habilidades.”

Há uma parábola que conta de um grupo de animais que decidiu fazer algo significante para resolver os problemas do mundo novo. Para isso, organizaram uma escola. Eles adotaram um currículo de atividades que incluía corrida, escalada, natação e vôo. Para ficar ainda mais fácil de administrar o currículo, todos os animais se matricularam em todas as matérias.

O pato era excelente em natação; de fato, melhor do que o seu instrutor. Mas conseguia apenas níveis suficientes no vôo, e era muito ruim em corrida. Por ser lento na corrida, ele tinha que diminuir o horário da natação e ficar depois da aula para praticar. Isso causou sérios danos às membranas natatórias de seus pés e assim ele se tornou apenas médio em natação. Mas o médio era bastante aceitável e assim ninguém se preocupou com isso - exceto o pato.

O coelho começou como o primeiro em sua turma de corrida, mas desenvolveu uma contração nervosa nos músculos da perna por causa do enorme esforço na natação.
O esquilo era excelente em escalada, mas encontrou constantes frustrações na classe de vôo porque seu professor o fez começar os treinos a partir do chão, ao invés dos topos das arvores. Ele desenvolveu alguns problemas musculares por causa do esforço excessivo e assim ficou só com nota "C" em escalda, e "D" em corrida.

A águia era aluna-problema e foi severamente disciplinada para ser não conformista. Nas aulas de escalada ela batia a todos chegando primeiro no topo das árvores, mas insistia em usar seus próprios métodos para chegar até lá...

A óbvia moral da história é simples - cada criatura tem seu próprio conjunto de capacidades, nas quais são excelentes por natureza, ao menos que sejam forçadas a preencherem um molde no qual não se encaixam.

Quando isso acontece, frustração, desânimo e até mesmo culpa trazem mediocridade geral ou completa derrota. Um pato é um pato – e somente um pato. Ele é feito para nadar, não para correr ou voar, e certamente não para escalar. Um esquilo é um esquilo - só isso. Retirá-lo do seu forte - a escalada -, e esperar que nade ou voe, o deixará louco.

Águias são belas criaturas no ar, mas não em corrida a pé. O coelho irá vencê-la todas as vezes, a menos que, obviamente, ela fique faminta.

O que é verdade para as criaturas da floresta é verdade também para os humanos. Deus não nos fez todos iguais. Ele nunca teve essa intenção. Foi Ele quem planejou e projetou as diferenças, as capacidades singulares e a variedade de dons ou talentos.

Se Deus fez de você um pato - então é um pato, amigo. Nade como um louco, mas não tente modificar sua forma só porque corre cambaleando ou agita suas asas sem conseguir voar muito bem. Além disso, se você é uma águia, pare de criar expectativas quanto aos esquilos voarem, ou quanto aos coelhos construírem os mesmos tipos de ninho que você.

Não existe nada mais libertador do que a verdade. Como sou? Quais as áreas em que me destaco? E quais aquelas em que tenho dificuldade? O que é que me dá prazer? Onde é que me sinto infeliz? Não se trata de constatar isso para acomodar-se na situação, mas sim investir no que desejo de fato desenvolver.

A melhor autoconfiança é baseada em uma avaliação realista de todas as nossas habilidades. Só essa avaliação será capaz de iluminar os caminhos para a realização pessoal. Portanto, relaxe. Aproveite sua espécie.

Cultive suas próprias capacidades, seu próprio estilo. Aprecie os membros de sua espécie e de sua sociedade como eles são, mesmo que seus visuais ou estilos possam estar a quilômetros de distância dos seus. Coelhos não voam. Águias não nadam. Patos são cômicos tentando escalar. Esquilos não têm penas. Pare de comparar. Seja feliz sendo você mesmo! Existe bastante espaço na floresta para todos.

O princípio da oportunidade

Nossas maiores oportunidades nos parecem habilmente disfarçadas em problemas insuperáveis

A história é conhecida, mas vale uma reflexão. Na década de 1970, Lee Iaccocca era o presidente da Ford Motor Company com uma atuação dinâmica e vitoriosa. Ele tinha criado o Mustang, um carro que vendeu mais unidades no seu primeiro ano de existência do que qualquer outro carro na história do automóvel. Ele tinha levado a Ford a obter lucros em torno de 1 bilhão e 800 milhões de dólares por dois anos seguidos. Ganhava cerca de 970.000 dólares por ano e era tratado regiamente. Mas vivia à sombra de Henry Ford II, um homem que Iaccocca descreve como caprichoso e despeitado. Em 13 de Julho de 1978 Henry Ford o despediu.



Menos de quatro meses depois, Iaccocca tornava-se presidente da Chrysler, uma companhia que havia anunciado uma perda de 160 milhões de dólares em três trimestres seguidos, o pior déficit que ela já tivera. Iaccocca achou que Chrysler não era bem administrada – cada um dos seus trinta e um vice-presidentes estavam trabalhando sozinhos em vez de trabalharem em conjunto. A escassez de petróleo de 1979 agravou os problemas da Chrysler, visto que o preço da gasolina dobrou e as vendas de carros grandes caíram rapidamente. Em 1980, a Chrysler perdeu 1 bilhão 700 milhôes de dólares, a maior perda operacional de empresas dos Estados Unidos.

“Todo revés traz dentro de si a semente de um avanço equivalente. Cabe a nós apenas procurá-lo”
Porém Iaccocca estava transformando seus obstáculos em oportunidades. Primeiro tinha sido despedido. Depois chegou a presidente de uma companhia que a maioria das pessoas pensava estar a caminho da bancarrota. Sem esses obstáculos, Lee Iaccocca nunca teria tido a chance de revelar-se. Ele estava decidido a não desistir. Concessões da União, agilização das operações da Chrysler, a criação de novos produtos – tudo isso contribuiu para a recuperação da companhia.

Em 1982 a Chrysler conseguiu lucros modestos. Em 1983 obteve os maiores lucros de sua história. E, em julho daquele ano, liquidou seu controvertido empréstimo avaliado pelo governo – sete anos antes de seu vencimento. A Chrysler introduziu novos modelos que entusiasmaram o público americano: o econômico carro-K, conversíveis, e o mini-furgão. As ações da companhia subiram de dois para trinta e seis dólares. Seus acionistas ganharam dinheiro bem como renovada a confiança na empresa.

Seu desafiante slogan tornou-se conhecido na nação inteira: “Se você conseguir achar um carro melhor, compre-o!” Lee Iaccocca chegou a ser um dos mais respeitados líderes empresariais da América e, quando sua autobiografia foi publicada em 1984, quebrou todos os recordes de vendas de livros.

Essas oportunidades não teriam chegado a Lee Iaccocca se ele não tivesse tido os obstáculos que teve: ser despedido da Ford e enfrentar uma situação de quase bancarrota na Chrysler. Nesses obstáculos, ele encontrou suas maiores oportunidades.

Para seu namoro (ou o que for) dar certo

Não telefone todos os dias para seu amor, muito menos tenha isso como obrigação.
Após alguns meses o assunto acaba e começam as brigas.
Não a acostume a dar beijinho de boa noite
Muitas vezes ela fará isso só para ver se você não saiu após a última ligação! Cuidado!
Tenha e mantenha seus amigos, custe o que custar. Até se custar seu namoro, vale a pena. (Por mais que você esteja cego agora)
Não paparique ou despreze demais. Tudo em excesso atrapalha. Ame, mas permita que a pessoa faça, mas nunca pelos dois.
Se tudo o que você fizer for pelos dois, qual a necessidade de outra pessoa?
Seja pontual, mas não metódico.
Saia da rotina.
Mantenha a forma física, mas sem fanatismo...
Não se habituem a se xingar mutuamente. Evite isso desde a primeira vez.
Não ache que a sua profissão é mais ou menos importante que a dele (a). Não o (a) corrija na frente dos outros.
Seja alegre e divertido apesar das dificuldades da vida
Valorize pequenas atitudes de afeto. Não fique noiva (o) durante muito tempo.
Não aperte espinha da cara do seu parceiro
Evite falar, ou ter contato com ex namoradas (o)
Não deixe seu namorado ou quem quer que seja escolher suas roupas.
Não guarde rancor
Discuta os problemas o mais rápido possível
Converse
Saiba ouvir, e escutar principalmente
Seja humilde
Saiba separar quem é você e quem é ele
Distribua seu espaço e organize seu tempo
Não seja um grude nem extremamente ciumento ou indiferente
Não provoque ciúme propositadamente. O melhor é ser espontâneo e original.
Progrida intelectualmente sempre que puder... Não se acomode
Conquiste e reconquiste seu amor todos od dias
Se conseguir cumprie apenas dez destes itens, tenha certeza que será mais feliz
Pena que esquecemos da maioria..
(Evandro Daolio)

Mudamos nós ou mudaram as crianças?

Ser criança no terceiro milênio será fácil e prazeroso, ou um desafio aos nossos pequeninos? Me pergunto:
O que acontece com eles quando a sociedade
investe num amadurecimento precoce e exigente, impondo um modelo de pequeno adulto a ser seguido, investe num amadurecimento precoce e exigente, impondo um modelo de pequeno adulto a ser seguido?
O que tem de diferente a criança do terceiro milênio? O acesso à internet, a velocidade das comunicações, o conhecimento precoce sobre temas como clonagem, violência, transplantes e seqüestros, balas perdidas, terrorismo, está mudando a natureza infantil?
Até que ponto o amigo virtual, a forma de brincar interagindo com a máquina, o vídeo game e sua ética de adquirir novas vidas todas as vezes que vence ou mata o adversário, o hábito de comprar brinquedos e não construí-los e usar muito mais os dedos que as pernas , a brincadeira sedentária e solitária, a presença da realidade substituindo a fantasia, roupas de adulto, salto alto, baton e o namoro precoce, sobretudo a sobrecarga de responsabilidade, horários e compromissos está mudando a identidade infantil?
Mudaram as crianças ou mudamos nós?
No contato com milhares de crianças, que a minha experiência profissional me permite, percebo que elas não mudaram. Têm um olhar encantador de manhãs douradas, têm mãos inquietas como as do criador, têm sorrisos abertos e doces como a brisa da tarde. Ganham tempo olhando formigas, sentindo a terra e provando o orvalho sempre que incentivadas.
Mudamos nós, que deixamos de falar de estrelas, sacis e cucas. Que esquecemos de olhar o céu, de ver o manto estrelado da noite, de pensar nas cores dos peixinhos do mar, nos brilhos dos raios do sol, nas cores do arco íris. De cantar e contar histórias.
Ficamos estáticos, deixamos de voar nas asas das borboletas e dos pirilampos. Trocamos a leveza dos sonhos e da fantasia pelo peso de uma realidade que cai sobre nossos ombros e nos paralisa de tanto cansaço. A nossa verdade ficou dura e a nossa realidade cinzenta.
Mudamos nós que apressamos a vida, que contabilizamos sorrisos, olhares, palavras e dinheiro, que fazemos das crianças seres como nós, que impomos etapas queimadas, que lhes impingimos agendas cheias de horários estressados, roubando deles o tempo e o espaço de ser criança, a ternura e a descomplicação de um ser que tem que ter seu tempo de crescer normal, para existir completo.
Mudamos nós, quando nos conformamos com o que foi feito das nossas crianças. Pequenos adultos com gastrite e colesterol, presos em apartamentos, longe do sol, expostos à solidão do brinquedo eletrônico. Aprendendo a vencer para não ser vencido, a matar para não ser morto, a confundir a vida real com a realidade virtual.
Mudamos nós quando esquecemos a simplicidade de uma brincadeira que favorece a intimidade e o toque, que aproxima mãos olhares e corações, trocamos o pirulito que bate bate, a largata pintada a pintalaínha, a brincadeira que investe na descoberta do outro na parceria na troca de informação e cooperação, pela passividade de telespectadores e cinéfi-los.
Brinco com crianças toda a minha vida, aprendi com elas que benéfico é sempre o equilíbrio. Que elas tenham acesso a toda modernidade, mas também sejam garantidas horas livres, companheiros, espaços de vida ao ar livre, a oportunidade de inventar e criar seus próprios brinquedos, de conviverem entre si e inter classes, para aprenderem a respeitar o conhecimento alheio, valorizar a troca de saberes e desenvolverem uma convivência democrática e participativa na sociedade que tem na sua cultura da brincadeira, a identidade da infância brasileira.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

4 passos para ser mais disciplinado



Você já parou para pensar por que isso acontece ou já perguntou a essas pessoas se realmente elas têm facilidade ou costumam usar algum método para conseguir o que desejam?

Pode-se pensar que Einstein, por ter sido um gênio, teve grande facilidade para chegar às suas descobertas científicas. Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que sua genialidade de nada adiantaria se ele não tivesse dedicado horas a fio ao estudo das questões que deram origem à Teoria da Relatividade.

O tempo dedicado à realização de



um objetivo é na verdade um esforço contínuo que caracteriza as pessoas disciplinadas.

“O verdadeiro emagrecimento é um processo contínuo e prolongado, que envolve educação alimentar. Não é feito apenas para entrar naquela calça jeans ou no vestido da próxima festa”

Por que muitas vezes não conseguimos o que desejamos?
O fracasso pode ser atribuído em grande parte à falta de disciplina. Para que os desejos se tornem realidade é necessário desenvolver e executar estratégias de forma disciplinada. Um fato animador é que disciplina se aprende e pode ser utilizada habitualmente na vida. Para isso é necessário seguir algumas regras:


Assuma seus problemas. Atribuir as causas dos seus fracassos a outras pessoas em nada contribuirá para a solução dos seus problemas. Um acontecimento ou uma outra pessoa podem realmente estar na origem dos problemas, mas a solução só virá de você mesmo. Se você não está satisfeito, é preciso fazer todo o possível para superar as dificuldades e vencê-las. As escolhas que você faz na vida são de sua inteira responsabilidade.

Comece devagar. As transformações são lentas e ninguém se modifica de um dia para o outro. Estabeleça metas modestas e quando estiver bem preparado exija mais de si.

Diga não às exceções. Se cedermos a todo o momento, as exceções acabam se tornando regra e as metas não são atingidas. É necessário manter coerência entre o que é proposto e o que é efetivamente realizado. Caso contrário será muito difícil manter ações disciplinadas e bem sucedidas.

Habitue-se à disciplina. Para isso é necessário reconhecer a importância que ela exerce para alcançar as metas estabelecidas. Vivendo o presente com método, o futuro que desejamos poderá ser alcançado mais facilmente. A disciplina deve se tornar um hábito e um meio para nossas conquistas.

Para muitas pessoas pode parecer que a disciplina signifique carregar um pesado fardo todos os dias. Isso é um equívoco, já que para alcançar o que desejamos precisamos ser disciplinados, senão correremos o risco de seguir caminhos longos e penosos, com maior probabilidade de frustração.

Ao enfocarmos o emagrecimento, percebemos que a disciplina é um fator importante para que ele aconteça. Ao iniciar um programa alimentar não pense apenas em perder peso, mas sim em emagrecer de verdade.

O verdadeiro emagrecimento é um processo contínuo e prolongado, que envolve educação alimentar. Não é feito apenas para entrar naquela calça jeans ou no vestido da próxima festa. Não existem fórmulas prontas para reverter atitudes e modo de pensar. Acredite em seu poder de mudança e não dispense a ajuda profissional de médicos, psicólogos e nutricionistas, se achar isso necessário para adotar e manter um estilo de vida mais saudável e com disciplina.

Um dos motivos para comer compulsivamente:

Todos sabemos que cada um tem uma ou mais motivações para comer em excesso, mas um dos motivos mais citados ainda é a solidão.

Não me refiro apenas àquelas pessoas que moram literalmente sozinhas e dependem exclusivamente de si mesmas,
mas daquelas que se sentem sós mesmo quando acompanhadas e, talvez seja até pior, pois muitas vezes continuam a se doar para o outro e sem perceber, se abandonam.

É muito comum ouvirmos: “tenho tanto medo de ficar só, sinto como se houvesse algo errado comigo. Quero dizer, se estou sozinha é porque ninguém me quer”.



Solidão é o sentimento de estar excluída, não ser bem recebida, onde sente que não é reconhecida, útil ou aceita. A maioria teme a solidão, porque a associa a pior espécie de abandono. Mas, infelizmente, quem se sente só não consegue perceber o quanto se abandonou, percebe apenas que não é amada ou digna de receber amor, atenção, carinho.

“Se você não consegue ficar em sua companhia, como pode esperar que alguém fique?”
Como pode receber de alguém algo que ela mesma não consegue se dar? E, para compensar toda esse abandono e em conseqüência esse vazio, preferem se empanturrar de espaguete com molho ou uma caixa de bombons.

Comem mais e mais, de maneira descontrolada e impulsiva.

Quando há alguma situação onde não há o controle é preciso entender que quem está controlando é o inconsciente. Isso quer dizer que enquanto alguns conteúdos inconscientes não se tornarem conscientes, a compulsão irá continuar independente do que se faça. Toda situação de conflito e sentir-se só pode ser um dos geradores desse conflito. Faz com que seja ativado alguns conteúdos inconscientes que, como não são identificados, eles se manifestam de diversas maneiras. Uma delas pode ser comendo compulsivamente. Ou seja, não é a situação de sentir-se só que a faz comer compulsivamente, mas sim algum conflito interno que precisa ser identificado.

Todos queremos ser aceitos, amados, reconhecidos, compreendidos, importantes, protegidos, acolhidos e, se não recebemos isso, nos sentimos abandonados, rejeitados, sós. Para não nos sentirmos assim, acabamos por nos isolar. Muitas pessoas se tornam muito solitárias por puro medo da rejeição. Claro que é muito bom ter um ombro para chorar, uma palavra amiga num momento de desespero, alguém para dividir uma conquista, mas é preciso aprender a conviver consigo mesma para que haja o encontro com o outro.

Quando estamos na companhia de outros, verificamos que tipo de pessoa eles gostariam que fôssemos. Quando estamos sós, verificamos quem somos realmente. E esse pode ser um dos pontos principais do pavor da solidão: a possibilidade de entrar em contato com seus reais sentimentos. Para isso vale todo tipo de fuga: comer, beber, sair, manter sempre a televisão ou o rádio ligados, tudo para evitar entrar em contato consigo mesma e com seus sentimentos. Mas, se não consegue ficar em sua companhia, como pode esperar que alguém fique?

Para algumas pessoas ficar só pode se tornar insuportável. É hora de se perguntar: como é estar com você mesma? Qual é sua resposta? Será que não está se deixando muito de lado, priorizando as necessidades dos outros e deixando as suas em segundo plano? Estar só é uma oportunidade de estar consigo mesma, se conhecer e crescer. Enfim, a solidão não tem relação alguma com viver sozinha, pois é possível se sentir muito bem sozinha, desde que esteja conectada consigo mesma.

Para enfrentar a solidão

- Procure preencher seu tempo com atividades agradáveis e que não seja comendo.

- Faça alguma atividade física.

- Pratique relaxamento ou meditação, isso ajudará a entrar em contato com você mesma.

- Faça trabalhos voluntários, onde se sentirá útil e importante. Ao mesmo tempo em que ajuda alguém, estará também se ajudando.

- Participe de palestras sobre assuntos que gosta, pois interesses em comuns unem as pessoas.

- Lembre-se: a solidão pode significar a ausência de si mesma. Em que momento você se abandonou?

- Converse muito consigo mesma, isso ajuda a entrar em contato com seus sentimentos e aumentar seu autoconhecimento.

- Se a solidão persistir, pergunte a si mesma quais outros sentimentos estão dentro de você, pode ser rejeição, abandono, desamparo, medo. Identifique e permita-se chorar se tiver
vontade. É preciso deixar sair toda energia acumulada para que
a tensão diminua.

- Ter alguém ao seu lado não é garantia de que essa pessoa sempre te dará o que precisa.

- Em vez de buscar amor e companhia na comida, procure em você mesma!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Você sabe quais são as vantagens de se comer peixe?




Não tem quem não saiba que o peixe é um alimento nutritivo e deve ser consumido, pelo menos, duas vezes por semana, intercalando com outros tipos de carnes como, bovina, suína e aves. Mas, apesar da grande extensão do litoral brasileiro, a ingestão de peixes no Brasil ainda é muito pequena.

Para que a alimentação fique mais rica e nutritiva, deve ser incentivado o consumo de peixe visando a diminuição da ingestão de ácidos graxos saturados e o aumento de poliinsaturados ômega 3, vitaminas e minerais.

A seguir, você conhecerá as principais vantagens para a saúde obtidas através dos nutrientes presentes nos peixes.

Os peixes são ricos em proteínas de alta qualidade.

Por serem ricos em aminoácidos essenciais (substâncias não produzidas pelo nosso organismo), os peixes possuem proteínas com valor nutritivo ligeiramente superior às das carnes vermelhas (como as de boi e porco). Além disso, as proteínas dos peixes são de alta digestibilidade, favorecendo o processo de digestão.

Em geral, os peixes possuem menos gordura que a maioria das carnes bovinas e suínas.

A porcentagem de lipídeos (gorduras) da maioria dos peixes encontra-se entre 0,2 a 23,7%. Essa quantidade varia de acordo com a espécie, sexo, idade, tipo de alimentação, estação do ano (verão ou inverno) entre outros fatores. Assim, eles podem ser classificados em:


.Baixo teor de gordura: menor que 2%

.Médio teor de gordura: de 2 a 5%

.Alto teor de gordura: acima de 5%

Os peixes de carne clara como, por exemplo, bacalhau, badejo, corvina, carpa, dourado, garoupa, linguado, pescada; apresentam menor quantidade de lipídeo que os de carne escura como, por exemplo, atum, anchova, arenque, bagre, cavala, sardinha, salmão, tainha.

Os peixes são ricos em ômega 3.

O tipo de gordura predominante nos peixes é a poliinsaturada diferentemente das carnes vermelhas, as quais contêm uma alta proporção de gordura saturada. A do tipo saturada, quando consumida em grande quantidade, pode ser prejudicial para o coração.

Dentre as "famílias" de gordura poliinsaturada, destaca-se o ômega 3, devido aos grandes benefícios proporcionados à nossa saúde, como: diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (derrame), redução da pressão arterial, ação anti-inflamatória, diminuição das taxas de triglicérides e colesterol total no sangue.

O ômega 3 está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces, também apresentam ômega 3, mas em quantidade muito inferior quando comparados aos primeiros.

Os peixes são boas fontes de vitaminas e minerais.

Eles apresentam boas concentrações de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gorduras), como A, E e, principalmente, D. Também são ricos em vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água) como niacina - presente nas reações químicas de liberação de energia em nosso corpo - e ácido pantotênico - essencial no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras.

Além disso, os peixes contêm vários minerais importantes como, sódio, potássio, magnésio, cálcio, ferro, fósforo, iodo, flúor, selênio, manganês e cobalto.

Os peixes são versáteis.

Outra grande vantagem dos peixes em relação às carnes de boi e porco é a facilidade em seu preparo: os frescos cozinham em pouquíssimo tempo e podem ser usados em diversas preparações, como: ao molho, empanado, assado, ensopado, cozido, grelhado, frito e até mesmo cru - desde que seja proveniente de um fornecedor que possua boas condições higiênico-sanitárias e seja de sua confiança.

Também podem ser adquiridos em conserva (enlatados), resfriados, congelados, salgados (bacalhau) e defumados (arenque, salmão ou truta).

Por causa de todas as vantagens descritas, incluir ou aumentar o consumo de peixes é uma boa atitude para obter os benefícios que os seus nutrientes essenciais fornecem.

DEPRESSÃO, APRENDA A RECONHECÊ-LA




A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa.




A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.

A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.

O que é a depressão?

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.

A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.

A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.

Quais são os factores de risco?

  • Pessoas com episódios de depressão no passado;
  • Pessoas com história familiar de depressão;
  • Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;
  • Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;
  • Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;
  • Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);
  • Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;
  • Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;
  • Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;
  • Pessoas idosas.

É possível prevenir a depressão?

Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.

Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.

Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.

Os sintomas mais comuns são:

  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Quais são as causas da depressão?

As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é possível afirmar-se que há factores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.

Determinar qual o factor ou os factores que desencadearam a crise depressiva pode ser importante, pois para o doente poderá ser vantajoso aprender a evitar ou a lidar com esse factor durante o tratamento.

Algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de episódios depressivos ou a evolução para depressão crónica. São exemplo as doenças infecciosas, a doença de Parkinson, o cancro, outras doenças mentais, doenças hormonais, a dependência de substâncias como o álcool, entre outras. O mesmo pode suceder com certos medicamentos, como os corticóides, alguns anti-hipertensivos, alguns imunossupressores, alguns citostáticos, medicamentos de terapêutica hormonal de substituição, e neurolépticos clássicos, entre outros.

Como se diagnostica a depressão?

Pela avaliação clínica do doente, designadamente pela identificação, enumeração e curso dos sintomas bem como pela presença de doenças de que padeça e de medicação que possa estar a tomar.

Não existem meios complementares de diagnóstico específicos para a depressão, e a bem da verdade, tão pouco são necessários: o diagnóstico clínico é fácil e bastante preciso.

Dirija-se sempre ao seu médico de família ou clínico geral: estes médicos podem reconhecer a presença da doença, e caso considerem necessário, podem contactar com um médico psiquiatra para esclarecimento do diagnóstico e para orientação terapêutica (o medicamento a usar, a dose, a duração, a resposta esperável face ao tipo de pessoa, a indicação para um tipo específico de psicoterapia, a necessidade de outros tipos de intervenção, etc.).

Como se trata a depressão?

Normalmente, através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.

As intervenções psicoterapêuticas são particularmente úteis nas situações ligeiras e reactivas às adversidades da vida bem como em associação com medicamentos nas situações moderadas e graves. A decisão de iniciar uma psicoterapia deve ser sempre debatida com o seu médico: a oferta de serviços é grande, não é auto-regulada, e é difícil a pessoa deprimida conseguir escolher o que mais lhe convém sem ajuda médica.

Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são a pedra basilar do tratamento das depressões moderadas e graves e das depressões crónicas, podendo ser úteis nas depressões ligeiras e não criam habituação nem alteram a personalidade da pessoa. Com a evolução da ciência e da farmacologia, estes medicamentos são cada vez mais eficazes no controlo e tratamento da depressão, nomeadamente por interferência com a acção de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, no hipotálamo, a zona do cérebro responsável pelo humor (emoções).

Se o médico lhe prescrever medicamentos antidepressivos, siga as suas indicações e nunca pare o tratamento sem lhe comunicar as razões. Estes medicamentos não têm efeito imediato: pode demorar algumas semanas, 4 a 6, até começar a sentir-se melhor. O tratamento dura no mínimo quatro a seis meses. Obtenha toda a informação e esclareça todas as dúvidas com o seu médico.

Atividades para quem está muito acima do peso

Grande parte dos indivíduos obesos se encontra na faixa etária produtiva, porém apresentam um estilo de vida tipicamente sedentário

O sedentarismo e os distúrbios alimentares são hoje, os principais fatores predisponentes para a obesidade.

Quando os indivíduos passam a se preocupar com o excesso de peso, por diversas razões - dores lombares, dificuldade de locomoção, estética - buscam o emagrecimento através da utilização medicamentosa e/ou através de planos alimentares ou de produtos que causam grande deficiência calórica e nutricional, trazendo perdas hídricas e eletrolíticas, redução de massa magra e nos níveis de força, além de queda de imunidade,



irritabilidade, hipoglicemia e diversos outros sintomas.

“Caminhadas, hidroginástica, bicicleta, natação
e dança são as atividades mais recomendadas ”

Com os exercícios regulares você acelera o seu metabolismo e facilita o emagrecimento saudável, além de prevenir doenças e manter uma boa saúde.


Em vista disso, a obesidade tem sido apontada como um problema de saúde pública. O peso corporal apresenta um sistema de dois componentes:

- Massa corporal magra (isenta de gordura) formada pelos tecidos musculares e esqueléticos, pele, órgãos e tecidos;
- Gordura corporal.

O aumento de massa corporal magra pode representar a elevação no peso corporal total sem que haja aumento nos níveis de gordura corporal. Por outro lado, o excesso de peso corporal pode ocorrer pela elevação nos depósitos de gordura, com ou sem o aumento na massa corporal magra, o que caracteriza um ganho de peso que pode levar à obesidade.

Para o tratamento da obesidade, é indicada uma dieta balanceada e hipocalórica além do aumento na atividade física, sempre sendo orientado por um nutricionista e preparador físico. Assim, é preciso mudar o estilo de vida para conseguir bons resultados.

Muitas pessoas que estão muito acima do peso se preocupam com
as atividades que seriam mais indicadas e adequadas.

Exercícios ideais

Os exercícios mais indicados são os aeróbicos de média ou longa duração e que envolvem grandes grupos musculares, pois apresentam um gasto calórico significativo. As atividades mais recomendadas são caminhadas, hidroginástica, bicicleta, natação e dança.

Mas se o seu condicionamento não é dos melhores, o ideal seria mesmo começar com caminhadas e hidroginástica fazendo cada uma destas atividades pelo menos 2x por semana somando 4x por semana de exercícios.

Os alongamentos também são essenciais. Você deverá fazer uma dieta balanceada regularmente e mudar o treino com os exercícios e a dieta a cada 2 meses para dar novos estímulos ao seu corpo, pois este se acostuma a tudo.

O treinamento físico ocasiona a redução significativa do peso e gordura corporal, elevação ou manutenção da massa corporal magra, redução da pressão arterial, regulação do apetite, melhoria da imagem e expressão corporal e, principalmente, ajuda a prevenir doenças que derivam da obesidade como as cardiovasculares, tromboses, insuficiência cardíaca, diabete, hipertensão e artrite.

Aumentar a massa magra também é muito importante, pois isto também acelera o seu metabolismo. Por isso a musculação é indicada e pode ajudar muito a mudar os seus componentes corporais. Depois de 6 meses de caminhadas e hidroginástica você poderá incluir a musculação aos seus treinos (a princípio com treino para iniciantes e depois mudando a intensidade dos exercícios também a cada 2 meses).

... e chegou o Outono !




Enfim, um pouco de frio... Se não frio, ao menos uma brisa um pouco mais amena e muito mais aconchegante.

Com a chegada do outono, muitas coisas boas acabam também chegando...

Além da temperatura mais agradável, a perspectiva de dias lindos sempre está presente. O céu fica de um azul intenso e muito mais vibrante. As cores ficam mais vivas e espetacularmente chamativas.

O outono é uma das estações mais belas em todos os sentidos. A natureza oferece cenários deslumbrantes, como pinturas, onde as árvores, as flores, os jardins se preparam para uma nova florada. Os pássaros, os bichos de uma maneira em geral se procuram, se aninham...

É um convite ao amor. É um convite ao romantismo. Os corações se aquecem e se preparam para momentos únicos.

Com tanta candura e magnetismo solto pelo ar, fica difícil resistir a tanta tentação. O clima pede mais cumplicidade, mais companheirismo e muito mais "olho no olho". Não importa qual o nome desta relação. O importante é poder ter e viver esta relação que a estação do ano desperta em cada um de nós.

Diante do vislumbre deste mágico momento que nos é presenteado, tudo parece seguir em um tempo mais lento e de quietude. Fica um pouco da preguiça saudável...

Com tantas oportunidades para se aproveitar o que a vida tem de mais gostoso, é também uma estação propícia ao deleite dos quitutes mais quentes e saborosos. E com isto a se comer mais, a se vestir com mais roupas e a se distrair um pouco do nosso corpo, do nosso peso.

O cuidado com esta armadilha, ao qual os enamorados, a vida familiar e caseira estão sujeitos, tem que ser dobrado.

Como tudo fica mais saboroso e prazeroso, é necessário cautela e bom senso para que não sejamos pegos de surpresa. No quesito alimento, o outono é imbatível na qualidade das frutas. São muito mais saborosas e tenras. As verduras e legumes que encontramos ao longo do ano se tornam muito mais viçosas, coloridas e belas.

Sei que talvez possa parecer um grande exagero ter uma visão tão poética sobre alimentos, mas a estação me inspira. As pessoas me inspiram. As histórias que escuto me inspiram...

Um brinde ao romantismo, aos apaixonados, aos enamorados... Um brinde a todos que de alguma maneira estejam vivendo uma grande paixão. E se por um acaso você estiver sem um alguém para se entregar de corpo e alma, não fique aborrecido ou se sentindo excluído.

Comece a estação dos românticos, se apaixonando por você e fazendo por você o que somente um grande e verdadeiro amor faria: se trate bem, se cuide. Vibre pelos seus sucessos, corra atrás dos seus sonhos e jamais deixe que o amor o perturbe.

Ele sim é o maior e mais belo sentimento, portanto se empanturre e se lambuze deste alimento da alma.

“Cortar” alimentos para emagrecer é uma solução saudável


O hábito de “cortar” alguns alimentos para emagrecer pode fazer muito mal à saúde.

O que não é de conhecimento
geral é que cada alimento
possui uma quantidade diferente
de nutrientes específicos que atuam em determinadas funções do organismo. A restrição de alguns alimentos pode diminuir
a quantidade de nutrientes
essenciais disponíveis,
dificultando, assim, as funções
que esses nutrientes desempenham.



Entre as funções dos nutrientes estão:

- Formação e constituição de ossos e dentes;
- Auxílio na produção de hormônios;
- Auxílio na formação de hemácias e anticorpos;
- Estimulação do sistema imunológico;
- Fornecimento de energia;
- Controle de enzimas;
- Normalização do ritmo cardíaco;
- Auxílio na produção de impulsos nervosos, entre outros.

Antes de eliminar certos alimentos do seu cardápio diário saiba no que eles ajudam o seu organismo!
Dessa forma, sabe-se que alguns
alimentos são excluídos da alimentação sem conhecimento das suas características e funções, o que causa problemas à saúde. Veja os grupos de alimentos mais excluídos da alimentação, suas funções e conseqüências para a saúde:


Pão, Massas, Arroz e Batata

Os alimentos ricos em carboidratos atuam com principal fonte de energia, além de serem indispensáveis para a integridade do
sistema nervoso, entre as várias funções que ele desempenha.

A exclusão desses alimentos e outros ricos em carboidratos como é
a conhecida dieta das proteínas, possui entre outros inconvenientes, halitose, prisão de ventre, saciedade precoce, níveis sangüíneos de triglicérides e colesterol elevados, fraqueza e cansaço, porque o carboidrato é a fonte de energia mais facilmente utilizada pelo organismo.

Por isso, esses alimentos não devem ser abolidos da alimentação e sim diminuídos, já que eles também fazem parte de uma alimentação saudável. Os carboidratos complexos que são os pães, massas, arroz e cereais integrais devem ser consumidos com moderação e os carboidratos simples, onde o açúcar é o principal representante devem ser evitados.


Açúcar

O açúcar é um tipo de carboidrato simples que está presente em vários alimentos que fornecem muitas calorias, como os doces. O açúcar refinado, além de ser muito calórico, não possui nutrientes. Ele provoca cáries, ganho de peso, obesidade e sua exclusão é bem aceitável. Obs. O açúcar mascavo, que não passa pelo processo de refinamento, mantendo os nutrientes, mas possui o mesmo valor calórico.


Óleos vegetais, azeite, manteiga

As gorduras não são tão vilãs quanto parecem. Elas fornecem mais calorias (9 kcal por grama de gordura) do que carboidratos e proteínas (4 kcal por grama), porém são indispensáveis ao organismo por serem veículos de vitaminas e porque nosso corpo não produz alguns ácidos graxos essenciais que estão presentes nessas gorduras (ômega 3 e ômega 6).

As gorduras saturadas presentes principalmente em alimentos de origem animal, como leite integral, carnes gordas, manteiga e banha, devem ser evitadas ao máximo. Ao contrário das gorduras boas para a saúde, que são as do tipo insaturadas, presentes em alimentos de origem vegetal (com exceção do óleo de coco) como óleos vegetais sem cocção, como óleo de canola, de milho, de soja, azeite, além de frutas como abacate, nozes e castanhas que devem ser consumidas dentro de uma alimentação equilibrada com uma quantidade de calorias que resulte em emagrecimento.

Abdômen definido melhora funções intestinais

O desejo da maioria das pessoas é conseguir uma barriga bem definida. Porém, essa musculatura não serve apenas para deixar o corpo mais bonito, já que ter músculos alongados e fortes na região do abdômen também ajuda a melhorar o funcionamento do intestino.

Além deste benefício, há um favorecimento da postura correta e conseqüente prevenção de dores nas costas. Para fortalecer a região, há diversos tipos de exercícios, como abdominais, movimentos de pilates e ioga, que podem ser realizados em academias ou mesmo em casa.

Hidrate pele e cabelo com mel

Além de muito saboroso e nutritivo, o mel também é um excelente ingrediente para cuidar dos cabelos e da sensível pele do rosto.

Para firmar a cútis, basta fazer uma receita caseira com uma colher de sopa de mel, uma clara, um quarto de copo de farinha de trigo e uma colher de sopa de glicerina (vendido em lojas de essências e farmácias).

Aplique a mistura no rosto com a ajuda de um pincel e deixe agir por dez minutos. Em seguida, retire com água morna abundante.

Já para trazer mais brilho ao cabelo, dissolva uma colher de chá de mel em quatro xícaras de chá de água. Após lavar os fios com o xampu e condicionador de sua preferência, coloque essa mistura em um borrifador e aplique no cabelo ainda úmido. Deixe secar naturalmente, não é preciso enxagüar.