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sábado, 27 de março de 2010

Meditar contra a Depressão

A solução para formas graves e recorrentes de depressão pode estar na prática da meditação. Foi o que sugeriu um estudo levado a cabo por psicólogos da Universidade de Oxford e publicado em Abril de 2009. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao dividirem um grupo de 28 pessoas em dois; num aplicaram apenas o tratamento habitual para casos de depressão (terapia cognitivo-comportamental) e no outro acrescentaram a prática da meditação. A combinação dos dois tratamentos obteve melhores resultados no tratamento levando até mesmo à extinção da doença.

15 PASSOS A TOMAR DEPRESSA...
Segundo o Depression Research Program da University of California Los Angeles as mudanças no estilo de vida são muito importantes no tratamento da depressão:

1- Pratique exercício físisco;
2- Tenha uma alimentação saudável;
3- Crie hábitos de sono, tenha uma hora fixa para se deitar e outra para acordar;
4- Faça uma lista de objectivos a cumprir semanalmente;
5- Não se descuide das suas responsabilidades e assuma-as;
6- Planeie algum tempo para relaxar semanalmente;
7- Reflicta acerca dos seus dias;
8- Faça um intervalo para não pensar em absolutamente nada;
9- Face a problemas, procure pensar com lógica;
10-Passe algum tempo com amigos e família;
11-Procure grupos de apoio, vai conhecer pessoas que o percebem;
12-Caso recorra a suplementos, peça conselho técnico de saúde;
13-Não abuse de substâncias como álcool;
14-Faça algo de novo, saia da rotina;
15-Não ignore os sinais da depressão.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que é depressão

Saiba mais sobre a doença

Por Minha Vida Publicado em 19/7/2007

O que é
Todo mundo uma vez ou outra na vida se sente deprimido ou triste. É uma reação natural à perda, aos desafios da vida e à baixa auto-estima. Mas, às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal. A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável. Os tipos de depressão são: clássica, distimia, transtorno bipolar e sazonal.


A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam.

Reconhecer a depressão é freqüentemente o maior obstáculo para diagnosticar e tratar a depressão. Infelizmente, aproximadamente metade das pessoas que passa pela depressão nunca tem a doença diagnosticada ou tratada. E isso pode ser uma ameaça: mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam. Aqui estão alguns sinais aos quais você deve ficar atento:

Tristeza
Perda de interesse por coisas que antes você gostava
Falta de energia Dificuldade de concentração
Dificuldade de tomar decisões
Insônia ou sono em excesso
Problemas no estômago ou na digestão
Sentimento de desesperança
Problemas sexuais, como a falta de interesse
Dores
Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso
Pensamentos de morte, suicídio e auto-mutilação
Tentativa de suicídio

Como a depressão é diagnosticada?
O diagnóstico da depressão começa com um exame físico. Há algumas viroses, remédios e doenças que podem causar sintomas parecidos com os da depressão. O médico irá querer saber quando os sintomas começaram, quanto eles estão durando e o quão severos são. Também irá querer saber se você já sentiu algo parecido antes e qual foi o tratamento. O histórico familiar também é importante, assim como o uso de drogas e álcool.

Embora não exista nenhum exame para diagnosticar a depressão, há algumas características que podem levar ao diagnóstico apropriado. Se uma doença física for descartada, seu médico deverá considerar lhe encaminhar para um psicólogo ou para um psiquiatra. Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para seu caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos.

A eletroconvulsoterapia também pode ser indicada para casos mais graves ou para pacientes com intolerância aos remédios. É realizada em clínicas, com o uso de anestesia geral. O paciente recebe alguns choques. No passado, por ter sido usado de forma indiscriminada, ele gerou muitas críticas e polêmicas.

Como saber quando preciso de ajuda?
Quando a depressão estiver afetando negativamente sua vida, como ao causar dificuldades nos relacionamentos, nas questões do trabalho ou disputas familiares
Se alguém que você conhece estiver tendo pensamentos suicidas

Psiquiatra
Médico especializado em tratar distúrbios psicológicos. Como os psiquiatras são médicos, eles podem prescrever remédios, como antidepressivos. Alguns também são psicoterapeutas.

Psicólogo
Profissional que se especializa em tratar distúrbios mentais ou emocionais. Em geral, ele usa a psicoterapia para tratar pessoas em depressão.

Eletroconvulsoterapia
Eletroconvulsoterapia é normalmente usada para tratar casos mais graves de depressão. Durante o exame, uma corrente elétrica é aplicada no couro cabeludo. É um dos mais rápidos meios de aliviar os sintomas de pacientes com casos sérios de depressão, doenças mentais ou com tendências suicidas. Mas só é usada quando não há resposta a outros tipos de tratamento.

Antes de se aplicar a eletroconvulsoterapia, o paciente é colocado para dormir com uma anestesia geral, além de um relaxante muscular. Os eletrodes são colocados no couro cabeludo e causam um choque no cérebro. Como os músculos estão relaxados, há apenas um leve movimento nos pés e nas mãos. O paciente acorda minutos depois, não se lembra do tratamento e, em geral, está confuso. Essa confusão mental dura por pouco tempo.

A eletroconvulsoterapia segue sendo um método não muito bem compreendido, apesar de ser usado desde a década de 40. Os riscos desse tratamento e seus efeitos colaterais estão, na maior parte dos casos, relacionados ao uso inadequado dos aparelhos. Mas, antes de passar por uma eletroconvulsoterapia, é preciso fazer uma série de exames para saber se seu corpo suporta esse tratamento.

Caso você opte pela eletroconvulsoterapia, lembre-se que seus efeitos podem ter curta duração. Muitos pacientes sofrem recaídas quando o tratamento cessa. Entre seus efeitos colaterais está a perda de memória de curto prazo. Mas isso costuma passar uma ou duas semanas depois do tratamento.

Remédio antidepressivo
Antidepressivos são medicamentos usados para tratar a depressão. Há uma variedade muito grande de remédios. Todos funcionam para extinguir ou aliviar os sintomas da depressão. Mas ainda há dúvidas sobre a segurança dos remédios no tratamento de crianças e adolescentes. Acredita-se que eles possam aumentar os riscos de suicídio.

Como o médico escolhe o antidepressivo?
O médico vai levar em consideração os seus sintomas, quais outros medicamentos você está tomando, os efeitos colaterais e os custos. Geralmente, começa-se tomando uma baixa dose, que vai sendo aumentada até se perceber a melhora.

Por quanto tempo eu tomarei os remédios?
É comum eles serem tomados de seis meses e um ano para pacientes que estejam tratando a depressão pela primeira vez. Para que o efeito deles apareça, é preciso tomá-los por quatro ou oito semanas. Quando o médico decidir que é hora de parar de tomar o antidepressivos, ele vai fazer isso de forma gradual, para ver se você não pode ter uma recaída. Nunca pare de tomar o remédio sem conversar com o médico antes.

Terapia
A psicoterapia ou simplesmente terapia é a primeira forma de tratamento recomendada para a depressão. Envolve um conjunto de técnicas. Durante as sessões, o paciente conversa com um especialista em tratamento de doenças mentais que vai ajuda-lo a identificar e trabalhar fatores que possam estar causando a depressão. Muitas vezes, esses fatores emocionais se unem a outros como hereditariedade e desbalaceamentos químicos.

Como a terapia ajuda na depressão?
A terapia ajuda a pessoa com depressão:

1. A entender comportamentos, emoções e idéias que possam estar contribuindo para a doença
2. Identificar e entender problemas ou eventos da vida, como uma doença grave, a morte de alguém, a perda de um emprego, uma separação
3.Recuperar o prazer pela vida e o sentimento de controle sobre ela
4.Aprender técnicas para lidar com os problemas

Tipos
Individual: Envolve apenas o paciente e o terapeuta
Grupo: Dois ou mais pacientes podem participar da terapia ao mesmo tempo. Durante a sessão, ele dividem suas experiências e aprendem que outras pessoas sentem as mesmas coisas que eles e podem ter tido as mesmas experiências
Casal: O casal aprende a compreender os problemas e sentimentos do seu parceiro e quais mudanças no comportamento e na comunicação podem ajudar
Familiar: Como a família é um elemento-chave para ajudar quem está com depressão, pode ser útil seus membros compreenderem o que está acontecendo com a pessoa amada e como podem ajudar

Dicas
A terapia funciona melhor quando você comparece aos horários agendados. A eficiência desse método depende da sua participação ativa. Requer tempo, esforço e regularidade. Quando você começar o tratamento, estabeleça algumas metas com o seu terapeuta. Então, gaste algum tempo revendo seu progresso com o terapeuta.

Lembre-se de que a terapia envolve uma reavaliação dos seus pensamentos e comportamentos, identificar o que causa a depressão e trabalhar para modificar isso. Quem faz terapia se recupera mais rapidamente e tem menos recaídas. Pode demorar mais para surtir efeitos do que os antidepressivos, mas há evidências de que dura mais.

Crianças podem realmente sofrer de depressão?
Sim, mas depressão é um quadro diferente daquela tristeza que pode acometer as crianças. Não é porque a criança parece estar triste que ela está depressiva. Mas, se a tristeza se torna persistente ou se outros comportamentos interferem na vida social, na escola e na família, isso pode indicar que ela está depressiva

Quais são os sintomas?
Os sintomas podem variar. Muitas vezes, a depressão infantil não é diagnosticada porque passa por algo comum às variações emocionais e psicológicas da fase de crescimento. Os primeiros sintomas da depressão são: tristeza, falta de esperança e alterações no humor. Outras características são:
Irritabilidade ou braveza
Tristeza constante
Introversão
Sentimento de rejeição
Mudança no apetite
Alteração no sono
Acessos de gritos ou choros
Dificuldade de concentração
Fadiga
Reclamações de dores físicas que não saram com tratamento, como dor de estômago ou de cabeça
Redução da atividade com amigos, em casa, na escola
Sentimento de culpa
Pensamentos de morte ou de suicídio

O que causa depressão em crianças?
Assim como nos adultos, a depressão em crianças pode ser causada por qualquer combinação de fatores relacionados à saúde física, acontecimentos da vida, histórico familiar, ambiente, vulnerabilidade genética e distúrbios bioquímicos. A depressão não é um estado de humor passageiro que vai embora sem tratamento.

Como é feito o diagnóstico?
Se os sintomas de depressão na criança duram pelo menos duas semanas, você deve agendar uma visita ao médico para saber se não há motivos físicos para os sintomas. Uma consulta com um terapeuta também é recomendável.

Quais são as opções de tratamento?
As opções de tratamento para as crianças com depressão são semelhantes às usadas em adultos, incluindo terapia e medicação. O papel que a família e o ambiente desempenham no tratamento é diferente daquele relacionado aos adultos. Primeiro, o médico da criança pode recomendar a terapia. Depois, se não houver melhora, ele pode considerar o uso de um antidepressivo.

Depressão em adolescentes
É normal o adolescente se sentir triste de vez em quando. Mas, quando a tristeza dura mais do que duas semanas e o jovem apresenta outros sintomas de depressão, ela ou ele pode estar depressivo. Existem muitas razões para o adolescente se tornar infeliz. Ambientes estressantes podem levar à depressão. O jovem pode ter sentimentos de inadequação ou inutilidade em relação ao desempenho escolar, à orientação sexual, à interação sexual ou à vida em família. Se as coisas que o adolescente curte, entretanto, não são capazes de animá-lo, há boas chances de ele estar deprimido. A depressão também tende a ser mais comum em jovens com histórico da doença na família. Se você acha que um adolescente está deprimido, leve-o ao médico.

Quais são os sintomas?
Freqüentemente, os adolescentes deprimidos vão apresentar uma mudança no pensamento e no comportamento, perder a motivação e se retrair. São os principais sintomas da depressão em adolescentes:

Tristeza, ansiedade ou sentimento de desesperança
Perda de apetite ou apetite compulsivo
Trocar o dia pela noite
Retirar-se do círculo de amigos
Comportamento rebelde, notas baixas e até faltas na escola
Reclamações de dor de cabeça, estômago, costas e fadiga
Uso de drogas, álcool e atividades sexuais promíscuas
Preocupação com a morte

Como a depressão é diagnosticada em adolescentes?
Não existem exames específicos para detectar a depressão. São usadas entrevistas com o paciente e testes psicológicos com o indivíduo e sua família, professores e namorados. O grau da depressão e o risco de suicídio são determinados por meio dessas entrevistas.

Como tratar a depressão?
Há uma variedade de métodos usados para se tratar a depressão. Seu médico irá determinar qual é o melhor tratamento para seu adolescente.

Suicídio de adolescentes
Sinais de alerta:
Ameaças de se matar
Preparar-se para morrer: doar seus bens preferidos, escrever cartas de despedida ou expressar desejos
Não ter esperança no futuro
Não se importar mais com nada, nem com si mesmo.
Fonte:http://www.minhavida.com.br/conteudo/1525-O-que-e-depressao

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Prtoblemas de Auto Estima (Escrito por Luis)

A maioria das pessoas sente a auto estima em baixo durante algumas fases da sua vida. Não sendo agradável, não é um sentimento raro, da mesma forma que a depressão ou stress.

O que origina a baixa temporária da auto estima pode ser um tratamento desagradável por parte de alguém ou mesmo um julgamento interior depreciativo em alturas mais difíceis. Este comportamento acaba por ser normal devido à intensidade a que o mundo hoje nos obriga a viver.

O problema surge quando uma baixa auto estima é o sentimento normal de uma pessoa. Quem mais sofre com este problema são pessoas que já tiveram depressões, fobias, doenças ou algum defeito físico. Muitas dessas pessoas acabam por levar vidas infelizes por não darem o devido valor a elas mesmas. Isto faz com que não gozem a vida e não procurem concretizar os seus objectivos e sonhos.

Tem de pensar que tem o direito (e o dever) de se sentir bem consigo mesmo. Tem o direito de se divertir, de ter sonhos como qualquer outra pessoa. Pode ser difícil conseguir pensar nisso quando está a passar uma fase complicada na sua vida, nessa altura é fácil deixar-se levar por essas emoções e começar a falar negativamente consigo mesmo. Depois acaba por se refugiar em casa, ou em bebidas e vingar-se em pessoas de quem gosta. É necessário evitar ao máximo que isso aconteça, porque só irá fazê-lo sentir-se pior. Tem de se virar para actividades que o façam sentir-se bem e melhorem a auto estima.

Quando começa a utilizar métodos para aumentar a auto estima, existem alguns sentimentos de resistência que poderão ser complicados de ultrapassar, mas aí deverá entrar a auto motivação para conseguir levar a cabo essas actividades. A resistência irá desaparecer à medida que for conseguindo avançar no seu caminho até ao objectivo. Não tenha medo de pedir ajuda aos seus familiares a amigos mais próximos, eles estarão lá para o ajudar a ultrapassar essa fase negativa e a melhorar a sua auto estima.

Actividades como meditação, banho de imersão e desporto são muito importantes para relaxar e ganhar forças para concluir o seu caminho.

Em todo o processo para aumentar a sua auto estima, tenha sempre presente pensamentos positivos e conversas interiores que o motivem a continuar e que o ajudem a perceber que é uma pessoa única e especial para si e que merece o melhor da vida.
Auto Estima e Depressão

Antes de começar a sua caminhada é preciso entender porque é que está com uma baixa auto estima. Muitas vezes está ligada a depressões, que por sua vez também estão ligadas a outros acontecimentos ou doenças. A baixa auto estima é um dos sintomas principais da depressão.

Para perceber se pode estar com uma depressão, consulte um médico urgentemente. Se está com sentimentos negativos há algum tempo, não sabe a razão, não consegue ver-se livre de uma tristeza constante e tem alterações de comportamento, como comer mais ou menos do que comia, não conseguir dormir, provavelmente estará num estado que o pode levar a uma depressão. O melhor é consultar um especialista e começar a fazer actividades para levantar a sua moral, como os já referidos. Meditação, muito exercício fora de casa, sair com os amigos, ver filmes ou ler livros divertidos.

Fonte:http://truques-dicas.com/problemas-de-auto-estima/

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

DEPRESSÃO, APRENDA A RECONHECÊ-LA




A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa.




A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.

A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.

O que é a depressão?

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.

A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.

A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.

Quais são os factores de risco?

  • Pessoas com episódios de depressão no passado;
  • Pessoas com história familiar de depressão;
  • Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;
  • Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;
  • Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;
  • Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);
  • Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;
  • Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;
  • Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;
  • Pessoas idosas.

É possível prevenir a depressão?

Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.

Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.

Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.

Os sintomas mais comuns são:

  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Quais são as causas da depressão?

As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é possível afirmar-se que há factores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.

Determinar qual o factor ou os factores que desencadearam a crise depressiva pode ser importante, pois para o doente poderá ser vantajoso aprender a evitar ou a lidar com esse factor durante o tratamento.

Algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de episódios depressivos ou a evolução para depressão crónica. São exemplo as doenças infecciosas, a doença de Parkinson, o cancro, outras doenças mentais, doenças hormonais, a dependência de substâncias como o álcool, entre outras. O mesmo pode suceder com certos medicamentos, como os corticóides, alguns anti-hipertensivos, alguns imunossupressores, alguns citostáticos, medicamentos de terapêutica hormonal de substituição, e neurolépticos clássicos, entre outros.

Como se diagnostica a depressão?

Pela avaliação clínica do doente, designadamente pela identificação, enumeração e curso dos sintomas bem como pela presença de doenças de que padeça e de medicação que possa estar a tomar.

Não existem meios complementares de diagnóstico específicos para a depressão, e a bem da verdade, tão pouco são necessários: o diagnóstico clínico é fácil e bastante preciso.

Dirija-se sempre ao seu médico de família ou clínico geral: estes médicos podem reconhecer a presença da doença, e caso considerem necessário, podem contactar com um médico psiquiatra para esclarecimento do diagnóstico e para orientação terapêutica (o medicamento a usar, a dose, a duração, a resposta esperável face ao tipo de pessoa, a indicação para um tipo específico de psicoterapia, a necessidade de outros tipos de intervenção, etc.).

Como se trata a depressão?

Normalmente, através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.

As intervenções psicoterapêuticas são particularmente úteis nas situações ligeiras e reactivas às adversidades da vida bem como em associação com medicamentos nas situações moderadas e graves. A decisão de iniciar uma psicoterapia deve ser sempre debatida com o seu médico: a oferta de serviços é grande, não é auto-regulada, e é difícil a pessoa deprimida conseguir escolher o que mais lhe convém sem ajuda médica.

Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são a pedra basilar do tratamento das depressões moderadas e graves e das depressões crónicas, podendo ser úteis nas depressões ligeiras e não criam habituação nem alteram a personalidade da pessoa. Com a evolução da ciência e da farmacologia, estes medicamentos são cada vez mais eficazes no controlo e tratamento da depressão, nomeadamente por interferência com a acção de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, no hipotálamo, a zona do cérebro responsável pelo humor (emoções).

Se o médico lhe prescrever medicamentos antidepressivos, siga as suas indicações e nunca pare o tratamento sem lhe comunicar as razões. Estes medicamentos não têm efeito imediato: pode demorar algumas semanas, 4 a 6, até começar a sentir-se melhor. O tratamento dura no mínimo quatro a seis meses. Obtenha toda a informação e esclareça todas as dúvidas com o seu médico.