quarta-feira, 28 de maio de 2008

Controle o colesterol



O controle alimentar faz parte do dia-a-dia da maioria das mulheres em qualquer fase da vida. Independentemente das restrições impostas por um regime ou dieta, o que interessa é perder peso.


Mas para que isso aconteça da maneira correta, mais importante do que diminuir o valor calórico das refeições é manter uma alimentação saudável, praticar exercícios regularmente e controlar o consumo de açúcares. Assim, será possível eliminar quilos a mais, sem ter problemas de saúde, já que a má alimentação pode provocar várias doenças. As cardiovasculares, que são a principal causa de mortalidade nos países desenvolvidos e em grandes metrópoles brasileiras, estão entre as mais graves.

Geralmente, o infarto do miocárdio e o derrame cerebral ocorrem



devido ao colesterol elevado, hipertensão, triglicérides alto (gordura no sangue), diabetes, obesidade e hereditariedade. “As doenças do coração costumam ser geradas pela alimentação incorreta, falta de atividades físicas e descontinuidade do uso da medicação indicada. As mulheres tendem a ter um aumento maior de triglicérides e queda do bom colesterol (HDL), dando espaço ao mau colesterol (LDL). Elas possuem 15% a mais de gordura corporal do que os homens”, afirma Jairo Lins Borges, cardiologista do Departamento de Cardiogeriatria do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.


“As doenças do coração costumam ser geradas pela alimentação incorreta, falta de atividades físicas e descontinuidade do uso da medicação indicada”

A elevação do colesterol e problemas no coração costumam atingir mulheres com mais de 55 anos. Já os homens morrem vítimas do problema entre 45 e 73 anos de idade. Outra diferença é que as artérias femininas são mais finas, o que colabora para a gravidade de um possível acidente cardíaco. Apesar dos riscos, o médico Jairo Lins Borges estima que apenas 30% dos brasileiros que deveriam tomar medicamentos para o controle do colesterol, o fazem com regularidade.


A editora de imagens Aline Martins, de 26 anos, detectou que tinha alta taxa de triglicérides aos 11 anos. “Desde que descobri, fui orientada a fazer uma dieta constante, evitando alimentos gordurosos, cigarros, bebidas alcoólicas, queijos amarelos, amendoim e até sorvete”, conta. Mesmo assim, ela quase não faz restrições em seu cardápio. “No geral, como muito carboidrato, principalmente pães. Quase não consumo açúcar, pois não gosto de doces, tirando chocolate”, confessa a jovem carioca, que não consome refrigerante, mas fuma e bebe socialmente.

Como não balanceia as refeições conforme a orientação médica, Aline equilibra as taxas de gordura sanguínea praticando exercícios físicos duas vezes por semana. “O problema me incentiva a fazer atividades físicas”, diz.

No caso da editora de imagens, a doença surgiu por fatores hereditários, pois seu pai sofria do mesmo mal.

Segundo a nutricionista Vanessa Pimentel, especializada em obesidade e fisiologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a gordura pode ser encontrada em alimentos de origem animal ou vegetal. “Nas fontes de gordura animal, destacam-se carnes, pele de aves, leite e derivados integrais (iogurtes, coalhadas, creme de leite), queijos (quanto mais amarelo, mais gordura ele possui), gema do ovo e manteiga (feita a partir da gordura do leite). Já nas fontes vegetais, temos os óleos vegetais (azeite, óleo de canola, milho, girassol, soja), óleos genosos (castanha, amendoim, amêndoa, linhaça) e até mesmo algumas frutas (abacate, polpa do coco)”, afirma.

Quem quer perder peso e conservar a saúde, deve evitar o consumo de gordura animal. Isso porque ela possui colesterol e gordura saturada, que em excesso levam a doenças cardiovasculares, arteriosclerose, aumento do LDL e de triglicérides. Em contrapartida, as gorduras vegetais, com exceção do óleo de palma e de coco, são insaturadas e auxiliam na saúde do coração. Porém, mesmo sendo benéficas ao organismo, em excesso elas também engordam.

“Para afinar a silhueta e controlar o colesterol ao mesmo tempo, consuma fontes de lipídeos poliinsaturados (cavala, arenque, salmão, atum, truta, bacalhau, linguado, linhaça moída ou triturada, óleo de girassol, milho, soja), fibras solúveis (farelo de aveia, cevada, feijão, lentilha, grão de bico, banana, maçã, frutas cítricas) e insolúveis (farinha de trigo integral, ervilhas, farelos e grãos integrais, repolho, soja e derivados) junto ou logo após as grandes refeições, e flavonóides (chá verde, cebola, cereja, morango, amora vermelha, jabuticaba, berinjela, uva)”, indica a especialista.

Com estas opções, é possível preparar receitas deliciosas, emagrecer com consciência e evitar futuros problemas cardíacos. Quem se ama, se cuida!

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